São Silvestre - 2003       
         
         
   

Marilson dá vitória ao Brasil na São Silvestre

Foto: AFP

  O brasiliense Marilson Gomes dos Santos terminou nesta quarta-feira com o domínio africano nas últimas cinco edições da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre.

Vice-campeão do ano passado e ganhador de duas medalhas nos Jogos Pan-Americanos da República Dominicana (prata nos 10 mil metros e bronze nos 5 mil), Marilson foi muito aplaudido pelo público desde a entrada na Avenida Paulista até a linha de chegada.

Rômulo Wagner da Silva fez a dobradinha brasileira, ficando em segundo lugar, seguido da brigada queniana: Martin Lel, Robert Cheruiyot (vencedor de 2002) e Yusuf Songoka.

Com a temperatura mais amena do que na prova feminina, vencida pela queniana Margareth Okayo, a categoria masculina teve um ritmo forte desde o início. Paulo Vitor Lunkes, do Cruzeiro, saiu na frente no começo da prova. Depois, o queniano Philip Rugut, campeão da Meia Maratona do Rio de Janeiro, assumiu a liderança. A partir do Teatro Municipal, Marilson, Rômulo, Robert Cheruiyot e Martin Lel começaram a brigar pelo primeiro lugar, que acabou definido apenas na subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, quando o campeão resolveu arriscar tudo e aumentar o ritmo.

“No ano passado perdi na subida da Brigadeiro para o queniano. Desta vez não. Ou eu ganhava ou eu desistia antes da chegada. Graças a Deus aguentei firme e estou muito feliz com a vitória”, comentou Marilson, logo após a chegada, muito emocionado. “Sempre quis vencer esta prova. Já havia conseguido dois quartos lugares e, no ano passado, fui vice-campeão. Estava desanimando.”

Aos 26 anos, casado com a também atleta Juliana Azevedo, medalha de bronze no Campeonato Mundial Juvenil e treinado pelo bicampeão Pan-Americano Adauto Domingues, o atleta da equipe Pão de Açúcar/BM&F contou ter feito uma boa preparação na altitude de Campos do Jordão, cidade serrana de São Paulo e que por isso estava confiante. “Estava melhor preparado do que em 2002 e resolvi arriscar. A estratégia foi ficar sempre no pelotão da frente e buscar a vitória na Brigadeiro”, revelou o atleta, que além dos R$ 17 mil ganhos pela vitória irá receber outros R$ 17 mil como bônus do Pão de Açúcar e mais R$ 10 mil da Mizuno, fornecedora de material esportivo de sua equipe. A BM&F ficou de fazer uma homenagem especial para o atleta em janeiro, quando definirá um bônus.

O próximo objetivo do campeão é tentar garantir uma vaga na equipe brasileira que irá aos Jogos Olímpicos de Atenas, em agosto. Ele está treinando para buscar o índice na maratona, prova que nunca disputou. A estréia deve ser em fevereiro ou março. “Acho que tenho condições de correr a prova em 2h08, tempo suficiente para me dar uma vaga na Olimpíada”, comentou o fundista, que ainda não havia assimilado a vitória na entrevista coletiva. “Acho que o meu novo treinamento me ajudou muito agora na São Silvestre.”

Muito feliz com o segundo lugar, Rômulo Wagner da Silva disse que tinha certeza de uma boa atuação. “Fiz uma preparação inédita na minha carreira, treinando na altitude da Colômbia. A Mizuno, meu novo patrocinador, me deu todas as condições para fazer o melhor”, afirmou, dizendo também que os quenianos acabaram subestimando os corredores locais. “Eles não acreditavam na vitória de um brasileiro.”

Martin Lel e Robert Cheruiyot acabaram confirmando a desconfiança do brasileiro. “Tinha certeza de que a vitória seria queniana”, comentou Martin Lel, que apontava Cheruiyot como favorito. “Os brasileiros surpreenderam porque adotaram uma estratégia vencedora”, emendou Cheruiyot, que jogava o favoritismo para Martin Lel. “Na subida da Brigadeiro, os brasileiros forçaram o ritmo e não conseguimos acompanhar.”

Os 10 primeiros colocados foram os seguintes:

1) Marilson Gomes dos Santos (Brasil) – 43min49
2) Rômulo Wagner da Silva (Brasil) – 43min57
3) Martin Lel (Quênia) – 43min59
4) Robert Cheruiyot (Quênia) – 44min15
5) Yusuf Songoka (Quênia) – 44min20
6) Franck Caldeira (Brasil) – 44min37
7) Joseph Ngeny (Quênia) – 44min43
8) Philip Rugut (Quênia) – 44min51
9) Benson Cheromo (Quênia) – 44min58
10) Clodoaldo Gomes (Brasil) – 45min07.

fonte: Divulgação, 01 de janeiro de 2004.

   
         
         
   

Margareth Okayo dá show e vence a São Silvestre

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

  A queniana Margareth Okayo não tomou conhecimento de suas adversárias. Bicampeã da Maratona de Nova York e uma das grandes favoritas, ela largou na ponta e antes mesmo de chegar ao quarto quilômetro de prova resolveu forçar o ritmo, abriu muita vantagem e completou os 15.000 metros da 79ª Corrida Internacional de São Silvestre em 51min24, mais de um minuto à frente da também queniana Debora Mengich, segunda colocada, com 52min35.

A catarinense Márcia Narloch, campeã Pan-Americana de maratona, foi a melhor brasileira, terminando em terceiro lugar, com 52min49.

Com a largada dada pontualmente às 15h15 pela prefeita Marta Suplicy, com 31 graus de temperatura e 48% de umidade do ar, Margareth Okayo confirmou desde o início o seu favoritismo. Logo na avenida Ipiranga, a corredora queniana fugiu do pelotão, impondo um ritmo forte de prova, deixando a compatriota Debora Mengich, Márcia Narloch, Fabiana Cristine dos Santos e Maria Zeferina Baldaia para trás.

Nem mesmo a chuva, que começou na metade da corrida, atrapalhou o desempenho da fundista africana. Um exemplo disso é que após dez quilômetros de prova, ela já tinha 50 segundos de vantagem para Márcia Narloch, então segunda colocada, seguida de Debora Mengich, Ednalda Laureno, a Pretinha, e Sirlene de Pinho. Com a chuva, a temperatura caiu para 24 graus e a umidade aumentou para 77%, facilitando ainda mais a atuação de Margareth, que havia sido vice-campeã da corrida em 2001.

“Prometi voltar para tentar vencer e consegui”, disse a atleta, que ganhou US$ 160 mil pela vitória em Nova York este ano. “Estou bem preparada, mas achava que as brasileiras iam lutar pela vitória. Estou muito feliz pela minha atuação.”

Debora Mengich lamentou a chuva. “A prova já estava muito difícil. Quando começou a chover a situação ficou mais complicada ainda”, afirmou a experiente corredora, de 33 anos.

Já Márcia Narloch garante ter ficado muito feliz com o terceiro lugar e por ter sido a melhor brasileira. Ela lembra que estava 100% para a prova e que o objetivo era a vitória. “Vim para ganhar, mas a prova realmente foi muito difícil. O ritmo foi forte e a temperatura muito quente. O nível técnico deste ano foi bem mais forte do que o do ano passado”, observou.

Em 2002, a vencedora foi a brasileira Marizete Rezende, com o tempo de 54min02. E o recorde da prova é da queniana Hellen Kimayo, com 50min26, obtido em 1993. A campeã de 2001, Maria Baldaia, abandonou a prova no décimo quilômetro.

As 10 primeiras colocadas foram as seguintes:

1) Margareth Okayo (Quênia) – 51min24
2) Debora Mengich (Quênia) – 52min35
3) Márcia Narloch (Brasil) – 52min49
4) Ednalva Laureano (Brasil) – 52min58
5) Sirlene de Pinho (Brasil) – 53min22
6) Adriana Aparecida da Silva (Brasil) - 54min24
7) Nadir Sabino (Brasil) – 55min22
8) Rosângela Faria (Brasil) – 1h02min14
9) Fabiana Cristine dos Santos – 1h08min38
10) Ana Paula Ferreira (Brasil) – 1h10min01.

fonte: Divulgação, 01 de janeiro de 2004.

   
         
   

Foto: Luiz Doro / @dorofotos

      Foto: Luiz Doro / @dorofotos

     

Foto: Luiz Doro / @dorofotos

                 
   
   

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