foto: Reuters

    27/08/04 - A equipe brasileira do revezamento 4x100 m rasos chegou na terceira colocação na segunda série semifinal e se classificou para a final da prova. No geral, o Brasil fez o oitavo tempo entre os classificados, com 38s64.

O melhor tempo foi da equipe dos Estados Unidos, com 38s02. Correndo com Shawn Crawford - ouro nos 200 m -, Coby Miller, Maurice Greene - bronze nos 100 m - e o reserva Darvis Patton, o time ficou próximo da melhor marca do ano, marcado pela mesma equipe (com Justin Gatlin no lugar de Patton) em Munique, com 37s92.

     
             
      A Nigéria, vencedora da primeira semifinal, fez o segundo tempo no geral, com 38s27. A Grã-Bretanha ficou em segundo na bateria do Brasil, com 38s53. A equipe de Trinidad e Tobago, com o veterano Ato Boldon, fez o mesmo tempo dos britânicos e também está na final.

O Brasil teve um começo e um final de prova muito forte. Cláudio Roberto, especializado nos 200 m, não se preocupou com o fato de largar na oitava raia - a mais externa - e conseguiu entregar o bastão para Edson Luciano na primeira colocação, um pouco à frente de Shawn Crawford.

Edson, que era dúvida até o início dos Jogos, não conseguiu segurar a ponteira. No confronto direto com Darvis Patton, o norte-americano levou a melhor. As equipes da Jamaica e da Grã-Bretanha também começaram a ganhar espaço sobre o Brasil.

Nas mãos de André Domingos, o Brasil também não conseguiu ser perfeito. Mesmo assim, Domingos passou o bastão para o último homem ainda em condições de conquistar a vaga.

Vicente Lenílson, semifinalista nos 100 m rasos, teve lampejos de "Claudinei Quirino" em Sydney-2000, e atropelou na reta dos últimos 100 m e garantiu o Brasil entre os três classificados.

O revezamento 4x100 m chegou a Atenas como uma das maiores esperanças de medalha do Brasil no atletismo - ao lado de Jadel Gregório, que ficou apenas na quinta colocação no salto triplo. Nesta prova, o país conquistou o bronze em Atlanta-1996 e a prata em Sydney-2000.

fonte: UOL Esportes.

     
             
             
      27/08/04 - As brasileiras até que tentaram, chegaram a ocupar a terceira colocação em certo momento da prova, mas não conseguiram a classificação à final dos 4x400 m rasos durante a prova classificatória realizada nesta sexta-feira.

A equipe formada por Maria Almirão, Geisa Coutinho, Lucimar Teodoro e Josiane Tito fechou a distância em sexto lugar na sua bateria, a segunda do dia, com o tempo de 3min28s43.

Apenas a três primeiras equipes da cada um das duas eliminatórias, mais os dois melhores tempos entre os perdedores, chegavam à disputa da medalha na final, marcada para este sábado.

O melhor tempo das eliminatórias foi conquistado pela equipe da Rússia (Olesya Krasnomovets, Natalya Ivanova, Tatyana Firova e Olesya Zykina), que venceu a primeira bateria eliminatória com o tempo de 3min23s52.

Elas foram apenas 27 centésimos de segundo mais rápidas que as norte-americanas (Crystal Cox, Moushaumi Robinson, Monique Henderson e Sanya Richards), que chegaram em primeiro na bateria seguinte, a mesma das brasileiras.

fonte: UOL Esportes.

     
             
             
      27/08/04 - A norte-americana Marion Jones, grande nome do atletismo feminino em Sydney-2000, vai sair das Olimpíadas de Atenas sem medalha. Depois de ficar em quinto no salto em distância, ela falhou na passagem do bastão no revezamento 4x100m rasos e os Estados Unidos foram desclassificados. A Jamaica ficou com o ouro.

Jones foi a segunda a receber o bastão, mas, na hora da passagem para Lauryn Williams, elas não mostraram entrosamento. Williams saiu muito forte e, com a mão para trás, tentava pegar o objeto de Jones, que não conseguiu alcançá-la. Elas ultrapassaram a marca limite para a passagem e foram desclassificadas.

Entretanto, os EUA não teriam o ouro garantido. A equipe jamaicana foi muito bem e fechou a prova liderando com folgas, tendo cravado a marca de 41s73, recorde nacional e 13 centésimos acima do olímpico. A segunda posição ficou com a Rússia e o bronze foi para a França. A equipe medalhista de ouro foi formada pelas velocistas Tayna Lawrence, Sherone Simpson, Allen Bailey e Veronica Campbell.

fonte: Gazeta Esportiva.net.

     
             
             
     

foto: Reuters

    27/08/04 - Robert Korzeniowski credenciou-se a mito da marcha atlética mundial ao cruzar a linha de chegada do Estádio Olímpico de Atenas, nesta sexta-feira, após 3h38min46 de prova. O polonês conquistou a terceira medalha de ouro consecutiva e ficou a pouco mais de 15 segundos do recorde olímpico que dura 16 anos.

A medalha de prata ficou com o recordista mundial Denis Nizhegorodov, da Rússia, e o seu compatriota, Aleksey Voyevodin, ficou com o bronze.

Korzeniowski, 36, coleciona marcas importantes em sua carreira. Além do tricampeonato mundial (1997/01/03), ele é o primeiro atleta a conquistar títulos consecutivos em Olimpíadas (Atlanta96, Sydney-00 e Atenas-04) e o primeiro a vencer a prova de marcha de 50 km e 20 km em uma mesma edição (Sydney-00).

     
             
             
      Com a vitória, o polonês deve anunciar oficialmente a sua aposentadoria das pistas. No esporte desde os 15 anos de idade, Korzeniowski já havia cogitado a possibilidadde de parar após os Jogos de Atenas.

A vitória de Korzeniowski foi incontestável. Desde os primeiros metros o polonês esteve no peltoão que liderou a prova. Passados 30 km, ele dividia a liderança com o australiano Nathan Deakes, o russo Nizhegorodov e o chinês Caohong Yu.

A partir daí o líder do ranking mundial começou a imprimir um ritmo alucinante, deixando seus principais concorrentes para trás. O único a tentar acompanhá-lo foi Deakes. Porém, passados alguns quilômetros, o australiano foi penalizado pela terceira vez e foi desclassificado da prova.

Sem adversários, Korzeniowski começou a competir contra si. O polonês começou a dar volta nos adversários e antes de entrar no Estádio Olímpico só o quinto colocado estava na mesma volta.

Apesar do ritmo forte, Korzeniowski ficou a 17 segs do recorde olímpico do soviético Vyacheslav Ivanenko (3h38min29), de Seul-1988, e a três minutos do recorde mundial de Nizhegorodov (3h35min29).

Já o Brasil foi representado por dois atletas na prova. O melhor colocado foi Sérgio Galdino, que terminou a prova em 26º lugar, com o tempo de 4h05min02. Quatroze colocações depois (40º) foi a vez de Mario José dos Santos Jr completar a prova com o tempo de 4h20min10.

Galdino esteve entre os 30 primeiros colocados nos 20 km iniciais. Após a metade da prova, o catarinense aumentou seu ritmo e entrou para o pelotão dos 25 primeiros.

Nos cinco quilômetros finais, Galdino acabou perdendo duas colocações e cruzou a linha de chegada em 26º lugar, pouco mais de 26 minutos atrás do vencedor. Esta foi a terceira vez que o brasileiro participou de uma Olimpíada.

Aos 35 anos, Galdino repetiu o resultado obtido em Barcelona-92. Em Atlanta-96, ele havia completado uma posição à frente. "Fui bem até o 40º quilômetro. Estava ganhando posições, mas, a partir daí, travei. Foi uma luta psicológica para não desistir. Fico realizado por ter completado", comentou.

Já o estreante Mário, que conquistou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo-2003, esteve sempre no pelotão dos dez últimos colocados. Foi só após a marca de 35 km que o paulista conseguiu a assumir o 40º posto, posição que garantiu até o final da prova.

"Achei que não ia conseguir, mas isso aqui são os Jogos Olímpicos. Só meu pai (Mário) e minha mãe (Eliete) sabem o que eu passei nos treinamentos. Não queria decepcioná-los. Só queria entrar no Estádio Olímpico e terminar a prova", disse.

fonte: UOL Esportes.

     
             
             
      27/08/04 - O barreirista brasileiro Matheus Inocêncio chegou apenas na sétima colocação e ficou fora do pódio dos 110 m com barreiras. O vencedor foi o chinês Liu Xiang, que igualou o recorde mundial da prova com 12s91.

A marca original é do britânico Colin Jackson, de 1993. O tempo de Liu Xiang, no entanto, passa a ser o novo recorde olímpico, com 0s04 abaixo do tempo de Allen Johnson em Atlanta-1996.

A prata ficou com o norte-americano Terrence Trammell, com 13s18 e o bronze, com o cubano Anier Garcia, campeão olímpico em Sydney-2000, que correu a distância em 13s20.

Xiang, bronze no Mundial de Paris-2003, tornou-se o primeiro campeão olímpico do atletismo na história da China. Novo recordista olímpico, o barreirista era apontado como um dos favoritos ao ouro, ao lado do norte-americano Allen Johnson. O campeão mundial, no entanto, tropeçou na segunda rodada eliminatória e acabou fora da luta por medalhas.

Na final, Liu Xiang fez uma corrida perfeita, superando as barreiras no tempo correto e melhorando sua melhor marca pessoal em 0s15. Aos 21 anos, o chinês disparou logo na primeira barreira, sem se importar com o francês Ladji Doucoure, que tropeçou na raia ao lado.

Matheus, por sua vez, não conseguiu disparar na largada. Como a primeira saída foi anulada pelo norte-americano Terrence Trammell, nenhum dos atletas poderia queimar a segunda largada, sob pena de eliminação. Com isso, o brasileiro foi mais conservador na saída, e não conseguiu se recuperar nas barreiras finais.

fonte: UOL Esportes.

     
             
             
      27/08/04 - Comprovando sua meteórica ascensão esportiva, a China surpreendeu nesta sexta-feira também no atletismo. Depois do primeiro ouro masculino em sua história, o próximo país-sede da Olimpíada tirou a hegemonia africana nas provas de fundo.

Num sprint espetacular nos últimos 100 m, Huina Xing superou as grandes favoritas Ejegayehu Dibaba e Derartu Tulu, da Etiópia, e venceu os 10.000 m, com o tempo de 30min24s36.

Mais uma vez a grande decepção ficou por conta da inglesa Paula Radcliffe, que repetiu o fiasco na maratona e nem sequer deu-se ao trabalho de terminar a prova.

Dona da melhor marca da temporada (30min17s15), a britânica abandonou em nono lugar, faltando 25 voltas. Na prova mais tradicional do atletismo, a atual recordista mundial fez o mesmo faltando 10 km e viu a japonesa Mizuki Noguchi triunfar.

Dibaba, que fizera o segundo melhor tempo do ano, terminou com 30min24s98, enquanto sua compatriota Derartu Tulu, bicampeã (Barcelona-92 e Sydney-2000) e atual recordista olímpica (30min17s49) e campeã mundial de Edmonton-2001, fez 30min24s98.

Pouco antes da façanha de Huina Xing, a China brilhou com Liu Xiang. O barreirista conquistou o ouro nos 110 m, com o tempo de 12s91, igualando o recorde mundial do britânico Colin Jackson, anotado há 11 anos, na Alemanha. Até então, o único pódio chinês no atletismo havia sido o bronze de Zhu Jianhua no salto em altura de Los Angeles-1984.

fonte: UOL Esportes.

     
             
             
      27/08/04 - A Rússia dominou totalmente o salto em distância feminino nas Olimpíadas de Atenas. Na final da prova, disputada nesta sexta-feira, o pódio foi totalmente russo. Em uma das decisões mais apertadas da história, o ouro ficou com a favorita Tatyana Lebedeva, a prata foi para Irina Simagina e o bronze para Tatyana Kotova.

O vento ajudou a vencedora. Ela fez a marca de 7,07m com vento positivo de 1,3m/s. A segunda colocada obteve marca dois centímetros inferior, mas com vento de 0,8m/s. A medalhista de bronze também fez 7,05m.

A norte-americana Marion Jones terminou a prova apenas na quinta colocação, com 6,85m. Ela tem a quarta melhor marca do ano, mas não conseguiu atingir os 7,11m obtidos na seletiva norte-americana do atletismo.

fonte: Gazeta Esportiva.net.

     
             
             
      27/08/04 - O russo Anton Galkin é mais um nome que entra para a lista de atletas flagrados no exame antidoping nas Olimpíadas de Atenas. Na manhã desta sexta-feira, o Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou o teste positivo do atleta para a substância estanozolol.

O atleta de 25 anos foi às semifinais dos 400m rasos, mas não conseguiu a vaga para a final, que foi vencida pelo norte-americano Jeremy Wariner.

O esteróide anabolizante estanozolol foi o mesmo resultado encontrado na urina da também russa Irina Korzhanenko, que venceu a final do arremesso de peso em Atenas e perdeu o ouro olímpico, sendo o primeiro caso de doping no atletismo em Atenas.

Agora, o caso de Galkin será levado à Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf), que poderá suspender o russo por dois anos de todas as competições.

fonte: Gazeta Esportiva.net.

     
             
             

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