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| Não sei se venceria,
mas o final seria diferente. Contudo, prevaleceu o espírito
olímpico, de garra e determinação. Pude demonstrar
isso através dos Jogos Olímpicos. Assim como ocorreu
com o Feidípedes, para mim também foi uma luta chegar
até o final", comentou o maratonista de 35 anos, ex-bóia-fria
em Cruzeiro D'Oeste, no Paraná. O fair play demonstrado por Vanderlei Cordeiro durante a maratona recebeu o reconhecimento do Comitê Olímpico Internacional, que o premiará com a medalha Barão Pierre de Coubertin. O brasileiro será o segundo a receber tal honraria. O velejador austríaco Hubert Raudaschl, que em Seul-88 abandonou a disputa de sua prova para salvar uma pessoa que havia caído no mar, até então era o único agraciado. "Fico honrado com esta medalha. Mas o importante é o momento que estou vivendo agora. Estou feliz por ter subido ao pódio. A maior felicidade minha é poder compartilhar isso", disse. Centro das atenções da
imprensa internacional, Vanderlei teve que comentar várias
vezes o ataque que sofreu na prova. Em todas as respostas
fez questão de isentar a todos de culpa. "Nem eu
nem o pessoal da segurança esperava por isso. A pessoa
partiu para cima de mim, me abraçou, me jogou na calçada
e só depois o segurança me livrou. Não culpo a
organização pelo ocorrido. Foi um fato isolado dentro
dos Jogos Olímpicos. Acho que poderia acontecer em
qualquer outro lugar", explicou. O maratonista brasileiro, ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo-03 e Winnipeg-99, destacou a importância das experiências anteriores nos Jogos Olímpicos - 47° lugar em Atlanta-96 e 75° em Sydney-2000. "Em Atlanta sofri com bolhas no pé e duas semanas antes do início de Sydney tive uma contusão no tornozelo quando treinava no México. Mas essas experiências me ajudaram aqui em Atenas para que eu conquistasse uma medalha. Em Pequim estarei muito mais experiente e por isso mais confiante em outro bom resultado", garantiu o atleta, que tem o tempo de 2h08min31s como melhor marca na carreira, obtida em Tóquio, em 1998. fonte: COB. |
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COMUNICADO OFICIAL DA CBAt 29/08/04 - É com profunda indignação que a Confederação Brasileira de Atletismo - CBAt acompanhou a agressão covarde sofrida pelo atleta Vanderlei Cordeiro de Lima, na prova da Maratona, nos Jogos Olímpicos de Atenas. O atleta, que liderou isolado a prova por mais de 20 km, deveria ter recebido acompanhamento e proteção de segurança motorizada, fato primário em eventos desta natureza. É inadmissível que na prova mais nobre dos Jogos Olímpicos esses cuidados não tenham sido tomados, o que infelizmente compromete o resultado do evento. O Comitê Olímpico Brasileiro - COB, com a assistência da CBAt, apresentou recurso logo após a chegada dos primeiros atletas, o que não foi aceito pelo Júri de Apelação. O COB estará, nos próximos dias, apelando ao Tribunal Esportivo Internacional - CAS para a revisão do resultado. O Comitê Olímpico Internacional - COI, ao dar a Medalha Pierre de Coubertin ao atleta, reconhece de antemão os prejuízos que ele sofreu em decorrência de ato tão lamentável. A CBAt, independente do recurso que será apresentado ao CAS, mandará cunhar uma medalha em ouro a ser entregue ao atleta, em reconhecimento à vitória que certamente obteria em condições normais. ROBERTO GESTA DE MELO Presidente da CBAt |
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| 29/08/04 - A Federação
Internacional de Atletismo - IAAF manteve o resultado da
maratona masculina, na qual o fundista brasileiro
Vanderlei Cordeiro de Lima foi agredido por um pedestre
quando liderava a prova na altura do quilômetro 32. A
decisão foi tomada pelo júri de apelação da entidade,
que não aceitou o protesto impetrado pelo Comitê Olímpico
Brasileiro logo após o termino da maratona. No protesto,
o COB pleiteava que a medalha de ouro fosse entregue também
ao corredor brasileiro. De acordo com o presidente do juri de apelação, Amadeo Francis, a IAAF manteve o resultado pois o regulamento da entidade não prevê alteração de resultado de provas por este motivo. Ele lamentou o ocorrido ao presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman. Por sua vez, o COB já avisou à IAAF que o Brasil vai entrar com um recurso na Corte Arbitral do Esporte, com sede na Suiça, a fim de rever o resultado final da prova. Impossibilitado de intervir nas questões técnicas das Federações Internacionais, o Comitê Olímpico Internacional vai conceder a Vanderlei Cordeio a medalha Barão Pierre de Coubertin, pelo fairplay do atleta brasileiro por ter completado a prova. Em Seul-88 o COI concedeu a mesma honra a um velejador, que abandonou a prova para salvar uma pessoa que havia caído no mar. fonte: UOL Esporte. |
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| Alguns quilômetros
depois, Vanderlei foi superado pelo italiano Stefano
Baldini e pelo norte-americano Mebrahtom Keflezighi e
terminou em terceiro lugar, com o tempo de 2h12min11s -a
1min16s do vencedor e 42s do segundo. O maratonista brasileiro começou a surpreender antes de 10 km, em que saltou do 35º lugar para a primeira posição. Depois, rompeu os 15 km na 16ª colocação, permanecendo porém no pelotão da frente. A partir daí, assumiu a liderança até o incidente. Nas Olimpíadas de Sydney, Vanderlei não conseguiu cumprir seu objetivo de chegar entre os dez primeiros. Depois de um treinamento intenso na altitude da Cidade do México, o maratonista se contundiu e correu a prova olímpica no sacrifício. Ex-jogador de futebol, como diversos atletas brasileiros, o jovem de Cruzeiro D'Oeste foi criado na pequenina Tapira, ambas no Paraná. Depois de um período em Maringá, o corredor foi para São Paulo, para integrar a então poderosa equipe da Funilense. Em 1998, conseguiu seu melhor tempo (2h08min31s), na maratona de Tóquio. Além do bicampeonato no Pan-Americano, Vanderlei guarda em sua memória duas vitórias importantes: da maratona internacional de São Paulo-02 e de Hamburgo-04. fonte: UOL Esporte. |
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28/08/2004 |
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