Maratona Internacional de São Paulo - 2002
|
|||||||||||||||||||||||||||||
| O atleta fez uma prova
estrategicamente perfeita, mantendo-se no bloco de trás
até a primeira metade do circuito e assumindo a liderança
no quilômetro 28, quando ultrapassou o marroquino
Gahmouni Rachid. A partir de então, só aumentou a
vantagem em relação aos adversários. Elijah Korir chegou na segunda colocação, com 2h15min26s, seguido do brasileiro Diamantino dos Santos, campeão da Maratona de São Paulo em 1998 (2h16min43s). O queniano Joseph Kamau fechou a prova na quarta posição (2h17min07s), Na quinta posição outro brasileiro, José Teles Souza (da equipe Memorial Mizuno), que fechou o cronômetro com 2h17min29s. Ao final da prova, Vanderlei fez questão de ressaltar o apoio da equipe. Não venci essa maratona sozinho. Nós vencemos, fizemos um trabalho de equipe. Meu objetivo era correr bem e mostrar que tenho potencial de vencer uma maratona aqui. Sabia que tinha condições de conseguir fazer um bom tempo e deu tudo certo, afirma. "Na reta de chegada, vinha pensando o tempo todo na família, principalmente no meu pai, que não está mais com a gente. Isso me deu muita força, completa o brasileiro, medalha de ouro na Maratona dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999. Na prova feminina, a atual campeã da São Silvestre, a brasileira Maria Zeferina Baldaia (Santa Elisa Mizuno), venceu a prova com 2h36min07, também estabelecendo novo recorde da prova. A brasileira Márcia Narloch (Mizuno), bicampeã da prova (99 e 2000), chegou na segunda colocação, com 2h37min20s. A chilena Erika de la Fuente, campeã de maratona dos Jogos Pan-americanos de Winnipeg 99, ficou em terceiro lugar, com 2h38min11s, seguida das russas Svetlana Boigulova (2h39min49s) e Irina Permitina (2h41min08s). fonte: PA Club, 14 de julho de 2002. |
|||||||||||||||||||||||||||||
Maria Zeferina quer disputar a maratona nas Olimpíadas de Atenas |
|||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||
| Campeã da São
Silvestre do ano passado, a atleta de 30 anos marcou seu
nome na história este ano. Afinal, com o tempo de 2h36min07
quebrou o recorde da prova, que era de Márcia Narloch,
com 2h37min20, desde 1999 e conseguiu o melhor resultado
já registrado no país. Fiquei muito feliz com a
vitória e com a ajuda de São Pedro. Não choveu e a
temperatura esquentou no decorrer da prova. O título foi
em função também de meus 15 anos de dedicação, garra
e esforço. A atleta deverá disputar ainda este ano a Meia Maratona do Rio de Janeiro, a Volta da Pampulha e a São Silvestre. |
|||||||||||||||||||||||||||||
Márcia Narloch reconhece boa prova de Maria Zeferina |
|||||||||||||||||||||||||||||
| A catarinense Márcia
Narloch, segunda colocada na prova feminina, lamentou não
ter conseguido o tricampeonato da competição. A
gente quer sempre vencer e fica triste quando não
consegue. Mas tenho de reconhecer que a Zeferina foi
melhor e mereceu a vitória, afirmou. Ao contrário dos últimos anos, em que as brasileiras dominaram completamente a competição, as estrangeiras foram bem este ano e ficaram em terceiro, quarto e quinto lugares. A chilena Erica Olivera, campeã pan-americana em Winnipeg, terminou na terceira colocação, seguida das russas Svetlana Boigulova e Irina Permitina. Foi uma prova excelente, muito bem organizada. Conheci o percurso este ano e quero voltar em 2003 para vencer, afirmou a chilena. |
|||||||||||||||||||||||||||||
Elijah Korir: "É uma prova bastante desgastante" |
|||||||||||||||||||||||||||||
| O queniano Elijah
Korir, segundo colocado na Maratona Internacional de São
Paulo, disputada neste domingo, diz ter sentido as
dificuldades do percurso, com muitas subidas e descidas,
além de túneis. É uma prova, sem dúvida,
bastante desgastante. Tive problemas na sola do pé no
final. É um grande desafio, que espero superar no ano
que vem, afirmou. O veterano Diamantino dos Santos, de 41 anos, terminou em terceiro lugar na classificação geral e em primeiro na sua categoria. Representante brasileiro em três olimpíadas, o atleta gaúcho fez questão de lembrar o apoio que recebe da cidade de Araraquara. É muito difícil manter a motivação para continuar correndo depois dos 40 anos. Só consigo porque tenho esse apoio. O pódio da competição masculina foi completado com o queniano Joseph Kamau, quarto colocado, seguido do brasileiro José Teles de Souza. Outro destaque foi o marroquino Ghanmouni Rachid, que disparou na largada e liderou até o quilômetro 29, quando foi ultrapassado pelo campeão Vanderlei Cordeiro. |
|||||||||||||||||||||||||||||
Vanderlei: "Consegui superar até a minha expectativa" |
|||||||||||||||||||||||||||||
| O Brasil fez a festa na
oitava edição da Maratona Internacional de São Paulo,
disputada neste domingo: o paranaense Vanderlei Cordeiro
de Lima e a mineira Maria Zeferina Baldaia venceram a
prova, quebraram os recordes da competição e
registraram os melhores tempos já obtidos em toda a história
no país. Vanderlei, que disputou a sua primeira maratona no Brasil, surpreendeu a todos ao completar a corrida em 2h11min19. Com o resultado, ele quebrou em 3min11 o recorde da prova (2h14min30), que pertencia desde o ano passado ao queniano Stephen Rugut. Ele estabeleceu ainda a melhor marca já alcançada no Brasil. A anterior era do queniano William Mizuichi, com 2h12min39, obtida em Blumenau, em 1999. Meu objetivo era completar a prova em torno das 2h12 e estou muito feliz por ter conseguido superar até a minha expectativa, comentou emocionado o corredor, logo após ter cruzado a linha de chegada com a bandeira do Brasil nas mãos e de ter beijado o chão do Parque do Ibirapuera. Tive um ano muito difícil, cheio de contusões, mas esta alegria agora compensa todas as dificuldades. Para conseguir o resultado, Vanderlei manteve um ritmo forte da largada no Pacaembu até a chegada, sem se importar com os adversários. Só isso, segundo ele, justifica a vantagem de mais de quatro minutos sobre o queniano Elijah Korir, segundo colocado com 2h15min26. Por causa das lesões, tive de encurtar o período de treinamento para nove semanas e tirar maior qualidade da preparação, lembrou o atleta de 33 anos, que tem 2h08min31 como recorde pessoal na maratona (em Tóquio, em 1998). Esta foi uma espécie de revanche da São Silvestre. Afinal, sempre disputo a prova e não consigo vencê-la. Agora, ganhei a Maratona de São Paulo, outra corrida muito difícil, afirmou. Campeão pan-americano em Winnipeg, em 1999, Vanderlei, que quebrou uma hegemonia queniana de três anos na prova (o brasileiro Diamantino dos Santos venceu em 1998 e depois disso o domínio foi dos atletas do Quênia), diz que sua prioridade a partir de agora é o Pan-Americano da República Dominicana, em 2003, quando pretende defender o seu título. Antes, porém, vai correr uma maratona em outubro (Chicago ou Amsterdã) e buscar a tão sonhada vitória na São Silvestre. |
|||||||||||||||||||||||||||||
Os dez primeiros colocados na prova |
|||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||
fonte: Gazeta Esportiva.NET, 14 de julho de 2002. |
|||||||||||||||||||||||||||||
10 ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento SP - 2002
O segundo lugar ficou com a equipe Pão de Açúcar/BM&F/SC Sul formada pelos atletas Vanderlei Cordeiro de Lima, Marílson Gomes dos Santos, Emerson Iser Bem, Daniel Lopes, Celso Ficagna, Luciano Nunes de Lima, Paulo Viktor Lunkes e Vinícius José Campos Lopes. O time fechou com o tempo de 2h03m43, depois de tirar uma desvantagem de mais de 100m para os campeões. 'Nossa corrida foi boa. A equipe poderia ter feito uma estratégia diferente, mas acho que não estava no melhor dia. Mesmo assim valeu', comentou Vanderlei. 'Tínhamos atletas para ganhar. Mas optamos por uma estratégia arriscada. Preferimos que eu abrisse e fechasse o revezamento e, no final, consegui me aproximar do primeiro colocado, mas não deu para ganhar', completou Lopes. A Symap/Nike terminou na terceira colocação, com 2h05m35. A décima edição da maratona de revezamento reuniu mais de 21 mil participantes e bateu todos os recordes anteriores em corridas de rua. A edição deste ano marcou também a volta do campeão olímpico Joaquim Cruz às corridas oficiais. Afastado das provas desde os Jogos de Atlanta/96, o fundista veio dos Estados Unidos, onde mora, especialmente para a disputa. 'Estou muito feliz. É sempre legal voltar a competir e receber este carinho do povo', disse Joaquim Cruz. |
|||||||
fonte texto: São Silvestre.com.br, 22 de setembro de 2002. fotos: Site Oficial da Prova. |
|||||||
Maratonas Anteriores |