Maratona Internacional de São Paulo - 2001
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A sétima edição da Maratona Internacional de São
Paulo, realizada dia 08/07/2001, confirmou o favoritismo dos
quenianos e revelou dois novos talentos do atletismo brasileiro.
O campeão Stephen Rugut estabeleceu uma nova marca para a prova
2h14m30, baixando em 50 segundos o tempo de seu compatriota Paul
Yego, obtido em 99. O melhor brasileiro foi Rômulo Wagner da
Silva, que disputou sua primeira maratona e chegou em quarto
lugar com o tempo de 2h15m11. Marizete de Paula Rezende confirmou
ser uma das novas estrelas de provas de longa distância do país
ao vencer sua terceira maratona consecutiva nesta temporada, com
o tempo de 2h38m57.
Além da premiação em dinheiro, Rômulo e Marizete ganharam um
carro zero km cada um.
Esta edição também foi marcada pelo novo recorde de
participantes: 8.920 atletas, sendo 886 mulheres.
Tradicionalmente, os quenianos se dão bem na prova de São
Paulo, considerada uma das principais da América Latina. Eles já
tinham vencido três edições: 97, com Kipkemboi Cheruiyot, 99,
com Paulo Yego, e David Ngetich, no ano passado. Para esta edição
os quenianos inscreveram oito corredores e vários deles se
posicionaram sempre no pelotão dianteiro da competição.
Na primeira metade do percurso de 42 quilômetros, vários
brasileiros lideraram com o queniano Erick Kimayo colado nos
primeiros colocados. Perto do 30º quilômetro a prova começou a
ser decidida com um pelotão formado pelos quenianos Kimayo,
Stephen Rugut, William Musyoki e o brasileiro Rômulo da
Silva. Este grupo manteve-se na frente até o final, quando Rugut
e Kimayo cruzaram a linha praticamente juntos, depois de um
sprint sensacional. O segundo colocado chegou apenas um segundo
atrás.
O vencedor Stephen Rugut, de 25 anos, participou da prova pela
primeira vez. "A partir da metade da prova senti que estava
muito bem e decidi puxar meu ritmo", disse o campeão, que
trabalha como agricultor em uma fazenda próxima à cidade de
Eldoret, onde mora atualmente. Seu pai era corredor e ele também
tem um irmão que pratica corrida. "A prova foi muito difícil
por causa das subidas e descidas que tinham durante o percurso".
O paranaense Rômulo Wagner da Silva, 24 anos, foi o destaque da
competição depois de assegurar o melhor resultado para o Brasil
na prova, chegando em quarto lugar. Rômulo que estreou em
maratona iria correr apenas 21 quilômetros, mas mudou de idéia
a partir do quilômetro 25 quando decidiu terminar a competição.
"Cheguei a pensar em ganhar, mas não fiz um treinamento
específico para esta prova porque minha especialidade são
provas curtas de 10 quilômetros. Mas me senti muito bem depois
da metade da prova e resolvi continuar", explicou Rômulo,
que jogou futsal durante um ano e meio e futebol um ano. O baiano
Manoel de Jesus Teixeira também foi muito bem, chegando em
quinto lugar com o tempo de 2h17m48.
No feminino, domínio brasileiro.
Marizete de Paula Rezende, de Goiânia, que mora atualmente em Poços
de Caldas (MG), já é considerada uma das revelações de provas
de longas distância. Ela venceu três maratonas consecutivas
nesta temporada: Porto Alegre no mês de maio, onde conquistou
sua melhor marca (2h37m09) e outra maratona em São Paulo, no dia
03 de junho. Neste domingo faturou a Maratona Internacional de São
Paulo, com o tempo de 2h38m57. A atleta é esposa do maratonista
Diamantino dos Santos, campeão em São Paulo em 98, que também
participou da prova, mas não terminou a competição. "Achei
o percurso difícil por ser variado, com muitas subidas e
descidas. Só tive certeza que ganharia prova a partir do quilômetro
41", afirmou a campeã, que disputou sua 14a maratona na
carreira.
A ex-cortadora de cana-de-açúcar, Maria Zeferina Baldi, que
mora atualmente em Sertãozinho, também mostrou estar em ótima
fase. Ela chegou em segundo lugar, com o tempo de 2h39m33. "Senti
muitas cãimbras, mas pensei comigo mesma: vou chegar com ou sem
cãimbras", garantiu Maria, que cortou cana durante 10 anos
e tornou-se atleta profissional desde agosto do ano passado.
"Estou feliz por minha vida ter dado esta virada. Minha mãe
me dizia que bastava querer para se tornar um atleta".
A catarinense Márcia Narloch, bicampeã em 99 e 2000,
terminou em quinto lugar com o tempo de 2h44m09. Márcia sentiu
cansaço a partir do quilômetro 18. "Procurei manter o
ritmo para conseguir terminar a prova"', diz Márcia.
A VII Maratona Internacional de São Paulo contou com a participação
de 8.920 atletas. Este número é o novo recorde da competição,
sendo 8134 homens e 886 mulheres. O recorde anterior era 8.800
participantes, em 99. A largada foi às 9 horas na Praça Charles
Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, e a chegada no Parque
do Ibirapuera. A competição distribuiu R$ 220 mil em prêmios.
Sendo R$ 170 mil em dinheiro, divididos entre os atletas
profissionais. Além disso, o atleta nacional mais bem colocado,
no masculino e feminino, recebeu um automóvel 0 km. Foram
sorteadas cinco passagens aéreas para a Maratona da Disney ou
Maratona de Nova York.
A VII Maratona Internacional de São Paulo tem organização e
promoção da Yescom, com supervisão da Federação
Internacional de Atletismo Amador (IAAF), AIMS e Confederação
Brasileira de Atletismo. O patrocínio é de Fiat, com apoio da
Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e Federação Paulista
de Atletismo.
Resultados da prova:
Masculino:
1o Stephen Rugut (Quênia) 2h14m30; 2o Erick Kimayo (Quênia) 2h14m31;
3o William Musyoki (Quênia) 2h15m05; 4o Rômulo Wagner da Silva
(BRA) 2h15m11; 5o Manuel de Jesus Teixeira (BRA) 2h17m51; 6o José
Teles (BRA) 2h18m39; 7o Luiz Antonio dos Santos (BRA) 2h19m55; 8o
Simon Mayo (Quênia) 2h20m08; 9o Ivanildo de Oliveira Jr (BRA) 2h21m49;
10o Fernando Silvio dos Santos (BRA) 2h23m22.
Feminino:
1a Marizete de Paula Rezende (BRA) 2h38m57; 2a Maria Zeferina
Baldaia (BRA) 2h39m33; 3a Marlene Fortunato (BRA) 2h41m20; 4a
Adriana de Souza (BRA) 2h42m19; 5a Márcia Narloch (BRA) 2h44m09.
fonte: www.maratonadesaopaulo.com.br
9ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento
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Às 9 horas da manhã do dia 23/09/2001, foi dada a largada para a 9ª edição da Maratona Pão de Açúcar de Revezamento. Um total de 14.152 pessoas se reuniram no Parque Villa Lobos, em São Paulo, para participar da prova. Número recorde de participantes. São quase 3.000 equipes, formadas por 2, 4 e 8 atletas, que se revezam para correr a distância de uma maratona: 42,2 km. |
| A 9ª edição da
Maratona Pão de Açúcar de Revezamento, consolidou essa competição como a
melhor corrida de rua realizada no Brasil. A prova idealizada pelo Pão de Açúcar tem a organização (que se supera a cada ano) feita pela Gayotto de Luca. No geral masculino a prova foi vencida pelo octeto do Cruzeiro F.C. que concluiu a prova em 2:04:31 e no feminino as vecedoras foi o octeto do Pão de Açúcar Funilense com o tempo de 2:29:54. A organização ofereceu um bônus de 10 mil reais para a primeira equipe que terminasse o percurso abaixo de 2:00 horas, marca que não foi estabelecida, entretanto, o tempo dos vencedores de 2:04:3 foi mais rápido que na edição anterior (2:05:40) em cerca de um minuto. "Tentamos bater o recorde da competição, mas acabou ficando para o próximo ano, o que importa é que participamos desta grande festa que é o revezamento", disse Israel dos Santos, que fechou a prova para a equipe do Cruzeiro. No masculino completaram o pódio geral em segundo lugar o octeto da equipe Mizuno com o tempo de 2:06:01, seguido pelo octeto do Pão de Açúcar Funilense com 2:07:08. No feminino, além da equipe campeã o Pão de Açúcar Funilense, completaram o pódio a equipe Mel e Isis em segundo lugar com 2:34:00 seguida da Mizuno em treceiro com a marca de 2:42:50. Esse ano todos os pódios da categoria "geral" foram obtidos por octetos tanto no masculino como no feminino, diferentemente do que ocorreu na edição 2000. Pódio Geral Masculino: 1) Cruzeiro (2:04:31): Aleudo Francisco dos Santos; Genilson Júnior da Silva; Israel dos Anjos; José do Nascimento; Paulo Alves; Paulo Vítor; Rômulo Wagner; William Salgado. 2) Mizuno (2:06:01): Daniel Lopes; Luis Antônio dos Santos; Alberto Batista; Alberto Evangelista; Luis Fernando de Almeida; Paulo Roberto; Benedito Donizete Gomes (2x) 3) Pão de Açúcar Funilense (2:07:08) : Sérgio Gonçalves; Vanderlei Cordeiro de Lima; Emerson Iser Bem; Eduardo Nascimento; Emerson Silva; Marilson Gomes dos Santos; Celso Ficagna; Emerson Souza Pódio Geral Feminino: 1) Pão de Açúcar Funilense (2:29:54): Viviany Anderson; Eliane Luana; Maria Cristina Bernardes; Nadir Sabino; Dione D´Agostini; Rosângela Faria; Ana Cláudia Souza; Fabiana Cristine da Silva. 2) Mel e Isis (2:34:00): Maria Lúcia (2x) Jocinalda dos Santos (2x); Angélica Almeida; Luciene Soares; Kelly Imaculada; Célia Regina. 3) Mizuno (2:42:42): Elizabete Esteves; Rita de Cássia; Rosirene Ferreira; Sirlene Souza; Jocelina dos Santos; Maria Auxiliadora; Érica da Silva; Sônia Maria |
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| Fonte: www.maratona.com.br, 24 de setembro de 2001. |
Maratona Internacional de Nova York - 2001
| O etíope Tesfaye Jifar venceu neste domingo
a Maratona de Nova York, com o tempo recorde de 2h07min42.
O queniano Japhet Kosgei foi o segundo colocado, seguido
do compatriota Rodgers Rop. O recorde anterior da maratona pertencia a Juma Ikangaa, da Tanzânia, que em 1989 estabeleceu a marca de 2h08min01. Jifar tem 25 anos e começou a correr maratonas em 1998. O etíope, que aos 12 anos perdeu a visão do olho direito ao levar uma chifrada de um touro, fez neste domingo sua estréia na Maratona de Nova York. "Eu não senti nada. Sem dor, sem estresse, sem problemas. Foi por isso que passei Kosgei", disse Jifar. Na disputa feminina, a queniana Margaret Okayo ficou com a vitória ao completar o percurso em 2h24min21. Susan Chepkemei, também do Quênia, ficou em segundo lugar, ao passar nos metros finais a russa Svetlana Zakharova, terceira colocada. A corrida foi disputada sob forte esquema de segurança por causa dos atentados terroristas de 11 de setembro. Com o lema "Corremos unidos", os participantes da prova fizeram uma homenagem às vítimas do atentado no World Trade Center. Dezenas de corredores participaram da prova no lugar dos parentes mortos nos atentados. A própria imagem da maratona foi alterada por causa dos atentados, uma vez que os corredores não tinham mais a visão das torres gêmeas ao sul de Manhattan. fonte: UOL, 04 de novembro de 2001. |
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| Fotos: Alison Wade/New York Road Runners |
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Foto: Alison Wade/New York Road Runners |
Foto: Tom Lydon/Photo Run |
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