Maratona Masculina dos Jogos Panamericanos do RIO 2007

     
             
     
Foto: Bruno Miani   Em chegada sensacional, Franck Caldeira venceu a maratona na manhã deste domingo (29) e fechou com ouro a participação do atletismo brasileiro nos Jogos Pan-Americanos do Rio 2007. A campanha do esporte-base nacional se encerra com a conquista de um total de 23 medalhas (9 de ouro, 5 de prata e 9 de bronze), no melhor desempenho do País na história do PAN. Antes, a melhor campanha era a de Winnipeg 1999, com 16 medalhas (7 de ouro, 5 de prata e 4 de bronze). "Ofereço a vitória a todo o público brasileiro e às pessoas que sempre me ajudaram", disse o maratonista, logo após a vitória.

O presidente da CBAt, por sua vez, lembra que o atletismo superou todos os recordes, em número total de medalhas e também em número de títulos. "Está na hora de levar o atletismo para as escolas, pois é um esporte fácil de se praticar e que não exige, na iniciação, nenhum tipo de equipamento sofisticado", explicou. "Mas isso, é claro, depende de uma ação do Estado", afirmou.

     
             
      TRICAMPEONATO DO BRASIL
Com o ouro de Franck Caldeira, no encerramento do PAN 2007, o Brasil conquistou o tricampeonato pan-americano na maratona. Isto porque Vanderlei Cordeiro de Lima foi campeão em Winnipeg 1999 e depois em Santo Domingo 2003. O tri aconteceu de maneira empolgante: Franck ultrapassou o guatemalteco Amado Garcia, que liderava a prova, no km 39, e disparou para a vitória, com a bandeira brasileira sobre os ombros, cruzando a linha de chega após 2:14:03.

Amado Garcia, da Guatemala, ficou com a prata e Procópio Franco, do México, com o bronze. Vanderlei Cordeiro parou no Km 35, sem completar o percurso. "Fiz uma prova tática para buscar a medalha, e no início procurei focar no Vanderlei e nos mexicanos, mas a partir do km 21 alterei meu ritmo, para tirar a diferença do líder da prova", comentou Franck. "Passei por ele no km 39 e senti ali que poderia vencer", comentou.

Mineiro de Sete Lagoas radicado em Petrópolis (RJ), Franck ganhou a vaga na maratona após a desistência de Marilson dos Santos, que optou pelos 5.000 m e 10.000 m. Ele tinha o terceiro melhor tempo do Ranking (2:14:05), após ser o quarto na Maratona de Milão 2006. Ofereceu a vitória à torcida brasileira. "Divido essa medalha com vocês (torcedores), porque todos acreditavam em mim e me diziam: você vai conseguir, vai conseguir".

A prova começou às 8:30, em São Conrado, e o venezuelano Jose Alejandro Semprum largou na ponta, seguido pelos guatemaltecos Amado Garcia e Alfredo Arevalo. Já no Arpoador, os corredores da Guatemala assumiram a liderança da prova. Vanderlei Cordeiro, que estava no segundo pelotão, alcançou o primeiro grupo e chegou a liderar a prova no Aterro do Flamengo,mas foi logo superado pelos guatemaltecos.

Quando o pelotão chegou aos Arcos da Lapa, no centro histórico do Rio, Alfredo Arevalo e Amado Garcia, da Guatemala, começaram a abrir distância dos adversários. Já na subida do elevado da Avenida Perimetral, Garcia assumiu a liderança da prova e colocou 200 metros de vantagem. Ainda no elevado, Franck Caldeira aumentou o ritmo e começou a diminuir a distância para o líder da prova. Começou a chover forte. Com o apoio da torcida, o brasileiro mostrou força e conseguiu ultrapassar o guatemalteco, para chegar à vitória. "A partir do km 35, vi que teria forças de ir à frente, alcançar a ponta e conquistar a medalha de ouro para o Brasil", afirmou o atleta, treinado por Henrique Viana.

Vanderlei Cordeiro de Lima parou no km 37. "Senti uma dor na coxa direita, na parte de trás", explicou ele ao médico da equipe, Cristiano Laurino. "Trata-se de um espasmo muscular, que o impediu de continuar na prova, mas que não impedirá sua sequência de treinos", afirmou Cristiano.

ATLETISMO NA ESCOLA
Ao fazer um balanço do atletismo, a pedido de jornalistas, o presidente da CBAt, Roberto Gesta de Melo, lembrou o antigo projeto da Confederação, já proposto ao Ministério do esporte, de levar o atletismo à Escola.

"Não é preciso grandes investimentos. Em um primeiro momento, poderiam ser propostas provas como salto em distância e corridas curtas, por exemplo. Isso se pode fazer em qualquer lugar. Aliás, há alguns professores que já fazem isso, mas são iniciativas isoladas. É preciso que o estado passe a atuar na área", afirmou o dirigente.

MARACANÃ E IBIRAPUERA
O presidente da CBAt também falou sobre a eventual demolição do Estádio Célio de Barros, no Maracanã, e do uso do Estádio Ícaro de Castro Melo para jogos de futebol. "Tenho certeza que os governadores José Serra (de São Paulo) e Sérgio Cabral (do Rio de Janeiro) não permitirão isso. Justamente quando o nosso esporte consegue sua maior vitória na história do PAN, o prêmio deve ser a manutenção e melhoria desses dois templos do atletismo nacional", afirmou.

PÓDIO DA MARATONA
1º Franck Caldeira (BRASIL) 2:14:03
2º Amado Garcia (Guatemala) 2:14:27
3º Procópio Franco (México) 2:15:18.

fonte: CBAt, 29 de julho de 2007.

     
             
             
     

Maratona Feminina dos Jogos Panamericanos do RIO 2007

     
             
     
foto: Alex Ferro   Logo na primeira prova de atletismo nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, o Brasil conseguiu colocar suas duas representantes no pódio. O ouro da maratona feminina acabou ficando com a cubana Mariela González, mas Márcia Narloch e Sirlene Pinho terminaram nas segunda e terceira colocações, respectivamente, e faturaram prata e bronze para o país.

González conseguiu uma reação incrível na metade final da prova, deixando colocações intermediárias e tirando uma diferença que chegou a ser de 190 metros da liderança, que pertencia a Sirlene até o quilômetro 32 da prova. Mostrando um bom preparo, a caribenha completou o percurso de 42.195m da disputa em 2h43min11.

Márcia Narloch, que defendia o ouro conquistado em Santo Domingo-2003, chegou a dividir a liderança com Sirlene em momentos iniciais da prova, mas acabou caindo para a quarta colocação durante a metade da disputa. Logo depois, porém, iniciou uma reação e conseguiu a prata, com o tempo de 2h45min10.

Estreante em pan-americanos, Sirlene liderou a maratona durante grande parte da disputa, mas não conseguiu resistir ao ritmo forte imposto pela cubana. A brasileira acabou terminando a maratona em 2h47min35, na terceira colocação.

Apenas 12 atletas confirmaram presença na disputa da maratona feminina, sendo que apenas oito países estiveram representados. Brasil, Cuba, Estados Unidos e México possuíam duas maratonistas na prova. Já Argentina, Chile, Colômbia e Porto Rico continham apenas uma.

A prova: O grupo de 12 atletas se manteve parelho nos momentos que sucederam a largada, na Praia de São Conrado. O primeiro pelotão, no entanto, começou a tomar forma na descida da Avenida Oscar Niemeyer, com a presença da argentina Claudia Camargo, das brasileiras Márcia Narloch e Sirlene Pinho.

Camargo aproveitou a liderança no primeiro grupo e ampliou o ritmo durante o percurso na orla da Praia do Leblon. O pelotão foi pouco a pouco se dissolvendo, e a argentina passou a abrir uma boa vantagem sobre Sirlene, segunda colocada, e Narloch, terceira e mais atrás da compatriota.

Com o passar da maratona, as duas brasileiras aumentaram a velocidade. A argentina não conseguiu manter a batida forte e acabou sendo, pouco a pouco, superada pelas brasileiras ao longo das orlas das praias de Lebon, Ipanema e Copacabana. Assim, Sirlene e Narloch assumiram as duas primeiras colocações da prova e deixaram o restante das competidoras para trás.

Sirlene se manteve à frente da brasileira durante as partes iniciais da prova, mas só voltou a ter uma vantagem considerável a partir do 15º km da disputa. A maratonista de 31 anos conseguiu abrir pouco mais de 130 metros de diferença sobre Narloch.

A partir daí, as cubanas decidiram aparecer na prova. Antes em colocações intermediárias, as caribenhas aumentaram o ritmo e iniciaram uma busca pelas primeiras colocações, passando a argentina Camargo, antes terceira, e também deixaram Narloch para trás. Assim, Mariela González passou a figurar na segunda posição, seguida pela compatriota Yailen García. Na ponta da prova, no entanto, Sirlene mantinha firme a ponta.

A brasileira chegou a ter 190 metros de vantagem sobre González. A cubana, porém, conseguiu manter o ritmo e, pouco a pouco, foi tirando a vantagem de Sirlene. A ultrapassagem acabou acontecendo por volta do quilômetro 32 da prova.

A outra caribenha, porém, não conseguiu manter o ritmo e viu Márcia Narloch retomar a terceira colocação. Outra que não conseguiu continuar com a mesma velocidade de antes foi Sirlene, que viu a compatriota retomar o segundo posto da prova e ir em busca da cubana.

González, porém, assegurou a primeira colocação com boa vantagem e seguiu sóbria até cruzar a linha de chegada e vencer a primeira prova de atletismo nos Jogos Pan-Americanos.

Na chegada, as duas brasileiras se sentiram mal e tiveram que ser retiradas de maca para o centro médico no Aterro do Flamengo.

fonte: Gazeta Esportiva.net, 22 de julho de 2007.

     
             
             
Maratonas Anteriores  

Maratonas Anteriores

Maratonas 21

 

 

 

 

  Maratonas 20

Maratonas 19

Maratonas 18

Maratonas 17

Maratonas 16

 


clique aqui!
by Banner-Link

   

Onde Correr »

Volta à página inicial.