12ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento - SP
| Com a participação de
mais de 30 mil corredores, que estabeleceram novo recorde
de participantes numa prova de rua na América Latina, a
12ª edição da Maratona Pão de Açúcar de Revezamento
foi uma verdadeira festa do atletismo brasileiro e da
campanha por uma melhor qualidade de vida. Cerca de 60
mil pessoas estiveram na manhã deste domingo na Cidade
Universitária, na USP, e muitas delas puderam ver de
perto a vitória da equipe Pão de Açúcar/Clube de
Atletismo BM&F, formada por oito atletas, que
completou os 42,2 quilômetros do percurso em 2h05min35seg.
O Cruzeiro ficou em segundo lugar, com 2h06min38seg,
seguido da equipe Adauto Domingues/Nike, com 2h09min00seg. Mesmo sem fazer parte da equipe campeã, o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima foi a grande estrela da competição. Medalha de bronze na maratona da Olimpíada de Atenas, quando foi derrubado por uma manifestante irlandês, Vanderlei viveu novos momentos de celebridade. Deu centenas de autógrafos e acabou tirando fotos até com outros grandes atletas do país, numa reverência explícita à façanha do corredor paranaense nos Jogos das Grécia. Vanderlei integrou a Equipe 1, ao lado do empresário Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar; João Paulo Diniz, presidente do Comitê de Marketing do Grupo; Caio Mattar, diretor do Grupo; dos triatletas Juraci Moreira, Leandro Macedo e Paulo Miyasiro, e do fundista Hudson Souza, ganhador de duas medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003. Foi muito legal essa minha primeira prova após a Olimpíada. Recebi muita motivação por parte das pessoas e isso é muito gratificante. Nunca fui tão aplaudido em uma prova como hoje. Estou praticamente parado e, mesmo correndo apenas 5 km, senti algumas dores musculares. Mas isso é normal, disse o corredor de 35 anos. Já estou pensando em retomar os treinamento porque ainda tenho muito para caminhar dentro do atletismo. Vanderlei garante ser o mesmo atleta de antes da Olimpíada de Atenas. Quem me conhece sabe que continuo sendo o mesmo. Não é esse tipo de assédio que me fará ser diferente, comentou o atleta, que tem noção de suas novas responsabilidades. Sei que as cobranças serão maiores ainda a partir de agora e eu quero ser um atleta melhor do que era. Para isso, Vanderlei retoma os treinamentos com intensidade a partir do dia 1º de outubro. Ele pretende voltar para Paipa, na Colômbia, onde fez a preparação para a Olimpíada. É um lugar tranqüilo, a 2.550 metros de atitude, que ajuda bastante. A gente sofre na primeira semana, mas depois ganha ritmo e o treinamento rende, comentou o atleta, que ainda não definiu a sua próxima competição. Prova difícil - Vanderlei comemorou bastante a vitória da equipe Pão de Açúcar/BM&F, da qual também faz parte. A equipe teve Hudson Souza, Marilson Gomes dos Santos, Celso Ficagna, Fábio Oliveira, Delmir dos Santos, Vinícius Lopes, Gilson Vieira da Silva e João Augusto Stingelin, que correu os últimos 5.275 metros do percurso. Foi uma prova muito difícil por causa do calor e também pela qualidade da equipe do Cruzeiro, que brigou pela liderança desde o começo. Conseguimos a vitória também porque o Marilson fez a diferença. Todos os atletas foram importantes, mas ele foi fundamental, disse Stingelin, de 19 anos, que disputou a Maratona de Revezamento pela primeira vez. Ele é especialista em 5 e 10 mil metros e este ano venceu os Campeonatos Paulista, Brasileiro e Sul-Americano da categoria sub-23. Foi ainda campeão brasileiro juvenil e integrou a seleção brasileira no Mundial Juvenil. A prova é atraente também porque possibilita correr na mesma equipe de meus adversários. Muitos atletas que tenho aquela rivalidade sadia durante o ano são meus companheiros de equipe na Maratona de Revezamento. Marilson Gomes, campeão da São Silvestre de 2003, também comemorou a vitória. Correr cinco quilômetros é fácil. Ainda mais no meu caso que estou treinando para participar da Maratona de Chicago. Mas a equipe manteve um ritmo forte desde o início, analisou. No Cruzeiro, Lindomar Modesto de Oliveira, o Pantanal, comemorou bastante o segundo lugar. A prova foi complicada por causa do forte calor e do número grande de participantes. Mesmo com batedor, havia momento que você tinha de desviar de outros corredores. Por isso, a segunda colocação é importante, lembrou. Na categoria feminina, a vitória foi da equipe Symap/Reebok, formada por oito corredoras. Ela completou o percurso em 2h36min05, com o último trecho sendo corrido por Debora Ferraz, há pouco mais de um mês na OnG criada em memória do ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Sylvio de Magalhães Padilha. O nosso objetivo era mesmo a vitória e por isso ninguém se preocupou com o tempo. Todas procuramos fazer o melhor e garantir o primeiro lugar, comentou. O calor foi, na verdade, o maior adversário dos mais de 30 mil participantes. Tanto assim, que alguns corredores precisaram de atendimento médico. Um deles foi o veterano Domingos Castro, da equipe portuguesa Gêmeos Castro, que não agüentou as temperaturas superiores a 30 graus C e precisou ser levado para a enfermaria. Um dos destaques da cerimônia de premiação, realizada num palco montado em frente à raia olímpica, foi o guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura. Ele tocou o hino nacional para o delírio das pessoas que assistiam. É uma honra participar de uma festa como a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento. Eu e o pianista Ranato Zanuto fizemos este solo do hino nacional pela primeira vez no desfile de 7 de setembro, em Brasília, e acho que agradamos, afirmou o roqueiro. A prova contou com o exame antidoping. Nove atletas - sete homens e duas mulheres - foram sorteados e passaram pelo controle, feito por médicos do Comitê Olímpico Brasileiro. Classificação geral Octetos masculinos 1º) Equipe Pão de Açúcar / BM&F (Hudson de Souza, Marilson Gomes, Celso Ficagna, Fábio de Oliveira, João Augusto Stingelin, Delmir dos Santos, Vinícius Lopes e Gilson Vieira da Silva): 2h05min35seg 2º) Cruzeiro (Emerson Iser Bem, Genilson Junio da Silva, Israel dos Anjos, Lindomar Modesto de Oliveira, o Pantanal, Paulo Vitor Lunkes, Rômulo Wagner da Silva, Valdenor Pereira dos Santos e William Gomes Amorim) : 2h06min38seg 3º) Adauto Domingues / Nike (Wellington Correa Fraga, Gilson Rodrigues de Miranda, Everton Luduvice de Morais, Luís Carlos Fernandes, Alexsandro Matos de Oliveira, Ivanildo de Oliveira Jr., Domingos Nonato da Silva e Valdenor Pereira dos Santos): 2h09min Quartetos masculinos 1º) Find Yourself / Segasp (Leandro Prates Oliveira, Amilton Souza Oliveira, Naval Figueredo Assis Freitas e Orlando Dias de Lima): 2h16min43seg 2º) Ironman Assessoria Esportiva (Francisco Antônio de Souza, Mohamed, Carlos Moreira dos Santos e Leandro dos Santos Oliveira): 2h18min48seg 3º) M Calçados Hum (Damião Maciel da Silva, João Pires Lins, Fernando Ananias da Silva e Edmilson Chaves Ribeiro): 2h21min21seg Duplas masculinas 1º) Pão de Açúcar / BM&F (Adriano Bastos e Elias Rodrigues Bastos): 2h20min05seg 2º) GranoLevis (Edmílson Pires Sousa e Sidnei Oliveira Rocha): 2h22min05seg 3º) Meta - Centro Médico Esportivo (Luiz Antônio dos Santos e Caetano Joaquim dos Santos): 2h22min30seg Octetos femininos 1º) Symap / Reebok (Ana Cláudia de Souza, Célia Regina dos Santos, Débora Ferraz, Ana Paula de Almeida, Maria Lúcia Alves Moraes, Fabiane Cristine da Silva, Nadir Sabino e Zenaide Vieira): 2h36min05seg 2º) Painel Musical / Guia de Motéis (Elizabeth Esteves de Souza, Karina Aparecida Salla, Josana Lucia Tobias, Célia Regina Santos, Conceição Maria Carvalho, Maria Lucia Alves Viana, Roserene Ferreira Moraes e Andrelea do Carmo de Souza): 2h40min25seg 3º) Equipe Nike (Maris dos Remédios, Erica da Silva Camargo, Rosangela Raimunda Faria, Andrelea do Carmo de Souza, Ana Claudia de Souza, Adriana Sutil, Maria Lucia Alves Viana e Elizabeth Ferreira Cruz): 2h47min55seg Quartetos femininos 1º) Esporte Clube Pinheiros (Eliana Reinert, Maria das Graças Silva Moreira, Ednalva Laureano e Rosângela Raimunda Pereira): 2h43min29seg 2º) New Balance (Elisabeth Estevão de Souza, Alice Cordeiro Matos, Marlene Moreira da Silva e Conceição Maria Carvalho): 2h43min50seg 3º) Marcorrer / Ameplan (Walquiria Milaine Martins, Dilma Geralda Esteves Souza, Andrea Keila Galvão Lemes e Valquíria Fernandes Santana): 2h57min11seg Duplas femininas 1º) Projeto Mulher (Cristina de Carvalho e Maria das Graças): 2h55min56seg 2º) Embracon (Valéria Prieto e Valkíria Sanches Prieto): 2h56min06seg 3º) Find Yourself / Segasp (Flávia Eloiza da Silva e Rosângela Figueredo Silva): 2h58min38seg A 12ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento é uma realização do Pão de Açúcar, com organização da Gayotto de Luca e supervisão da Confederação Brasileira de Atletismo. O patrocínio é de Unibanco, Kaiser, Becel, Gillette, Nike, Visa, Actsystem e Santa Constancia, apoio da Prefeitura da Cidade de São Paulo, Prefeitura da Cidade Universitária, Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, DEPEL, Limpurb, CET, Guarda Civil Metropolitana e Polícia Militar do Estado de São Paulo. fonte: Divulgação, 26 de setembro de 2004. |
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8ª Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro
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Fotos: Sérgio Shibuya |
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A legião queniana não deu nenhuma chance para os brasileiros e, mais uma vez, dominou a VIII Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, disputada neste domingo pela manhã sob forte calor por ruas e avenidas da zona sul carioca. John Gwako, o recordista da prova, obteve o tricampeonato no masculino, enquanto Rita Jeptoo ganhou no feminino. Franck Caldeira (Pé de Vento/Mizuno/ Unicsul) e Adriana Aparecida da Silva (Papa Légua/Mizuno) foram os brasileiros mais bem colocados, terminando em quarto e em terceiro lugares, respectivamente. Os dois estão pré-convocados para a disputa do Mundial de Meia Maratona da Índia, em outubro. Com 13.300 participantes, a prova teve novamente um alto nível técnico, apesar do calor e da umidade que prejudicaram um pouco o desempenho dos atletas. Na largada da categoria masculina, na Praia de São Conrado, a temperatura oscilava entre 24 e 25 graus C. Com sol, a competição mostrou de novo um dos cenários mais bonitos do calendário internacional, com a bela orla carioca como fundo. A vitória foi um verdadeiro presente de aniversário para John Gwako, que completou 25 anos neste sábado. Ele comemorou bastante o resultado, embora não tenha conseguido melhorar o recorde da prova, que é dele mesmo com 1h01min48, obtido em 2000. Comecei a corrida um pouco inseguro, mas no decorrer da prova ganhei mais confiança e forcei o ritmo, lembrou o fundista. Corri para o recorde do 12º ao 18º quilômetro, mas depois vi que não conseguiria. O calor e a umidade atrapalharam meu desempenho. Antes da prova deste domingo, John Gwako havia vencido as edições de 1998 e de 2000. Estou muito feliz com a minha terceira vitória. A corrida teve atletas de alto nível e é sempre bom vencer provas fortes, disse o atleta, que ganhou R$ 15 mil pelo primeiro lugar e um bônus de R$ 7,5 mil por ter completado os 21.095 metros do percurso em menos tempo do que o índice fixado em 1h02min30. Gwako obteve o tempo de 1h02min11, seguido de seus compatriotas Robert Cheruiyot e Philip Rugut. O
mineiro Franck Caldeira gostou do quarto lugar na prova e
espera o técnico Henrique Viana definir sua participação
no Mundial de Nova Delhi, na Índia. Vou comprar um
cocar para correr na Índia, disse brincando.
Foi a quarta vez que competi no Rio e meu objetivo
era chegar ao pódio. A competição foi muito difícil e
a prova está na classificação do Rugut, que ganhou nos
dois últimos anos e, agora, chegou em terceiro. Espero
poder repetir este resultado na São Silvestre,
comentou. No feminino, Rita Jeptoo teve maiores dificuldades. Ela só garantiu a vitória nos últimos metros, depois de um sprint com a também queniana Rose Jupchumba e com paulista Adriana Aparecida da Silva. O início da corrida foi duro e não tinha certeza se conseguiria vencer. Só percebi realmente que estava bem depois do 15º quilômetro. Aí corri pela vitória, sem me preocupar com o tempo. Satisfeita com a vitória, ela elogiou a organização e gostou da experiência de competir pela primeira vez no Brasil. Achei a prova muito bonita e o povo mostrou ser educado. Gostaria de voltar, antecipou a queniana, que ganhou R$ 15 mil pelo título. Adriana Aparecida da Silva festejou o terceiro lugar. Também classificada para o Mundial de Meia-Maratona, ela disse que tentou acompanhar o ritmo das quenianas, mas não conseguiu. Eu encostava nelas, mas não abria vantagem. O ritmo foi muito forte e chegar ao pódio é a realização de um sonho, resumiu. A queniana Anne Jelagat, bicampeã da prova, terminou a corrida em sexto lugar. Os 10 primeiros colocados nas duas categorias receberam prêmio em dinheiro, somando R$ 83.500,00. Os
resultados da Meia Maratona Internacional do Rio de
Janeiro foram os seguintes: fonte: ZDL de Comunicação, 05 de setembro de 2004. |
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