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Rua X Esteira

Conheça as vantagens e desvantagens de se exercitar
em cada uma das duas e como treinar melhor aliando os dois métodos.

   
         
    Qual treinamento de corrida é mais eficiente? Pelos parques, ruas e avenidas ou em cima das máquinas nas academias, clubes ou em casa? Não há uma resposta única. Segundo especialistas, tudo depende dos objetivos, que variam desde a manutenção da forma física até participação em corridas visando performance, passando pela disponibilidade de tempo e local para correr e fatores motivacionais.

Como o equilíbrio é sempre a melhor alternativa, o conselho dos treinadores é que ao invés de escolher um estilo, que se mescle os dois.

Segundo Caroline Sousa, técnica do grupo de corrida Sport&Tracks/The Running Club Parques e Ruas de Goiânia e da Átrio Academia, para quem busca competição, o treinamento em esteira deve ser complementar. “Para quem gosta de participar de provas, a esteira não pode ser a única forma de treinamento, mas sim uma opção.

Para quem busca a corrida apenas como atividade física, a esteira é suficiente. Entretanto, poderá perder a motivação e deixar de traçar novos objetivos. Quando um corredor coloca um percurso como meta, é muito mais provável cumpri-lo do que minutos ou horas em esteira. Um bom treinamento inclui corridas em ambos, podendo ser 50% cada.”

   
         
   

Treinamento na Rua

   
         
   

Vantagens

- Simular a realidade de prova

- Maior desenvolvimento dos músculos responsáveis pela impulsão gerada no deslocamento do corredor

- Psicologicamente mais motivante

- A duração do treino se torna mais imperceptível em razão do movimento ser realizado ao ar livre, com variação de cenário.

Desvantagens

- Maior atrito

- Maior impacto

- Velocidade variável

- Ritmo inexato

- Trânsito

- Terrenos acidentados (buracos)

- Altamente lesivo se realizado em excesso

- Exposição a condições climáticas adversas.

   
         
   

Treinamento na Esteira

   
         
    Vantagens

- Menor atrito

- Menor impacto

- Logística: maior precisão no controle da FC, tipo de percurso, intensidade e volume

- Ritmo exato controlado pelo equipamento

- Não há exposição a condições climáticas adversas

- Quando está localizada à frente de um espelho ajuda na correção da técnica de corrida pelo meio visual.

Desvantagens

- Difícil troca de calor devido ao ambiente fechado

- Necessidade de preocupação extra com hidratação

- Dificuldade para realização de treinos longos

- Pode ser altamente lesivo, por submeter a articulação do joelho a um estresse devido à projeção oposta ao sentido de funcionamento

- O amortecimento e a característica estacionária do equipamento não substituem por completo o treinamento de corrida na rua

   
         
         
    É comum ver pessoas acostumadas a correr na esteira sentirem dores na panturrilha quando vão para as ruas. Caroline Sousa explica que isso acontece pelo falta de atenção com a pisada e também a variação do centro de massa (equilíbrio) do corpo. “A biomecânica do movimento é a mesma. A diferença é que nas ruas as pernas criam forças propulsoras, que aceleram o centro de massa e permite correr a frente, que pode ser acelerado e desacelerado continuamente. Na esteira, o centro de massa fica estático e o corredor deve mover a perna de apoio de volta à frente do corpo, reposicionando para manter o corpo estável.

Além disso, a atenção com a pisada calcanhar - ponta do pé é bastante exigida nas ruas em razão da variação de piso. Nas esteiras, muitas vezes, o praticante é displicente, pois o piso é plano constantemente. Por isso é mais fácil o corredor de rua se adaptar a esteira que vice-versa".

As planilhas de treinamentos são as mesmas em ambos os casos, contudo, o equipamento pode facilitar a percepção do corredor, como explica Anderson Lopes, professor do programa Running Class da Triathon Academia, de São Paulo. “Na esteira há a possibilidade de se planejar o treinamento com base em velocidades, tornando mais fácil o controle da intensidade pelo próprio corredor. Já na rua, a percepção subjetiva do esforço e o treino voltado para o controle de ritmo (baseado em distâncias) é que ditam a maneira como deve ser elaborada a planilha.”

Antonio Carlos Moreira do Amaral, técnico da Equipe Damha/Unicep de Triathlon, alerta que o equipamento tem que estar apto a atender os diferentes níveis de atletas. “É necessário que a esteira tenha uma velocidade máxima de 25km/h para atletas profissionais, 22km/h para atletas amadores de boa performance, 18km/h para amadores iniciantes e 16km/h para os iniciantes.”

   
         
         
    fonte: Por Renata Rondini. Matéria publicada originalmente na Revista SuperAção (Ed. 16) 2004.    

 

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