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O uso da creatina vem aumentando. Sabe por quê?
| A Creatina é um
composto orgânico sintetizado a partir de 3 aminoácidos
(glicina, metionina e arginina) que são obtidos a partir
da degradação de proteínas da dieta ou dos tecidos. É
estocada principalmente nos músculos na forma de
creatina livre e fosfocreatina. Ela desempenha importante
papel na reposição dos estoques de ATP já que é a
principal molécula na ressíntese desse ATP nos
primeiros 10 segundos de atividades máximas. ATP é a
molécula que quando degradada libera energia para contração
muscular. A quantidade de fosfocreatina (creatina fosfato ou CP) disponível é provavelmente um dos fatores mais importantes para a fadiga após o exercício de alta intensidade e curta duração. Sua utilização na forma de suplemento energético baseia-se na teoria de que com um maior estoque dessa substância dentro do músculo, conseguimos manter uma potência máxima ou quase máxima durante mais tempo. Exercícios como sprints, saltos, deslocamentos rápidos com mudança de direção e levantamento de pesos (entre outros) teriam sua força e/ou duração incrementados. Quando sua concentração é aumentada pela suplementação, a ressíntese de ATP é mais eficiente e a recuperação, mais rápida. Seu uso como recurso ergogênico, aumentando a massa muscular, tem sido amplamente difundido entre praticantes de musculação e fisiculturismo. Sua utilização por atletas de endurance, vem aumentado e tem o intuito de fortalecimento e aumento da massa muscular. Para isso a prescrição e o controle realizados por médico ou nutricionista são fundamentais. É encontrada principalmente na carne de boi, porco, peixe e de outros animais. Até pouco tempo atrás se utilizava uma dose maior inicialmente, seguida de uma dose menor de manutenção. Atualmente tal prática não vem sendo utilizada. Prescreve-se um consumo constante da creatina por um período não superior a 2 ou 3 meses. A dose recomendada para fins estéticos ou de performance inviabiliza que seu consumo seja oriundo apenas de uma dieta alimentar com maior quantidade protêica. Para termos uma idéia do teor de creatina consumido normalmente em uma dieta mista, considerando um consumo médio de 300g de carne de boi (2 bifes de tamanho grande) e 300ml de leite por dia, a ingestão média diária de creatina forneceria menos do que 50% da dose necessária para fins estéticos ou de performance. Com isso há necessidade de utilização desse produto em forma de pó, líquidos, em tabletes, em barras ou cápsulas gelatinosas. Não foram evidenciados efeitos colaterais na sua utilização. As funções hepática e renal não são prejudicadas e não existem estudos que relacionem seu uso à maior incidência de lesões musculares. Por não ser uma droga, não deve ser classificada como doping e é improvável que se torne substância proibida pelo Comitê Olímpico Internacional. Apesar disso, não se recomenda seu uso indiscriminado, ou seja, sem a orientação e supervisão de um médico ou nutricionista. fonte: Ativo.com, 24 de fevereiro de 2004. |
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Nova droga pode não ser detectada em Atenas-2004
| A droga não é
desconhecida como o THG, nem tão nova como a EPO, mas
promete ser o grande quebra-cabeça dos controles
antidoping para os Jogos de Atenas-2004. Cientistas
correm contra o tempo para desenvolver um teste confiável
para flagrar o hormônio de crescimento humano (hGH). E o protagonista do feito pode ser o laboratório da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), o mesmo que surpreendeu o mundo esportivo ao anunciar a descoberta do THG (tetraidrogestrinona), um novo esteróide anabólico, há dois meses. A equipe de Don Catlin, diretor do instituto de pesquisa, luta para responder a três questões. "Você tem que encontrar um teste correto, tem que prová-lo no exterior e é necessário que não haja margem para dúvidas", explica Catlin. Para que um teste possa ser validado, é preciso que ele seja publicado por uma revista especializada e tenha sido comprovado por um laboratório independente. Essa dificuldade faz com que haja dúvidas em relação à possibilidade de o hGH entrar na lista de controles já em 2004. "Acho difícil que isso ocorra", admite o brasileiro Eduardo de Rose, membro do conselho principal da Wada (Agência Mundial Antidoping). O hGH representa um desafio aos cientistas por ser produzido pelo organismo. Com efeito anabólico, o hormônio é usado na medicina para tratar crianças com problemas de crescimento. Desde 1989 é também utilizado em adultos com deficiência na produção desse hormônio. Neles, a droga normaliza a composição corporal, ajuda na queima de gordura e melhora o bem-estar. O problema é conseguir diferenciar a substância natural da sintética. "O hGH fica pouco tempo na circulação, cerca de 20 minutos. Por isso, é difícil traçar o perfil da droga", explica De Rose. Em Sydney-00, diversos laboratórios tentaram desenvolver essa tecnologia, mas não conseguiram. Apesar do escasso tempo, a esperança foi renovada agora. "Estou certo de que estamos muito próximos de ter alguma coisa sobre isso (teste para o hGH)", conta Arne Ljungqvist, chefe da Comissão Médica do Comitê Olímpico Internacional. Por não fazer parte dos exames, muitos especialistas acreditam que a droga esteja largamente disseminada entre os atletas, apesar de sua distribuição ser fiscalizada. No esporte, o hGH teria aparecido no final dos anos 80. Mas, naquele tempo, o hormônio era caro e difícil de ser obtido. Atualmente, é possível encontrá-lo relativamente barato no mercado negro. Há suspeita de que o hGH foi usado pelas atletas da China no Mundial de atletismo de Stuttgart-93. De forma surpreendente, elas ganharam três ouros, duas pratas e um bronze em provas de fundo e meio-fundo. Nunca haviam tido desempenho semelhante antes. Nunca mais tiveram. Como herança daqueles tempos, as chinesas detêm os recordes mundiais dos 1.500 m, 3.000 m, 10.000 m e 5.000 m. Com exceção dessa última prova, todas as outras marcas apareceram em 93. Nos últimos dez anos, ninguém chegou perto de superá-las. Outra ação contra o hGH ocorreu há um mês, quando a Wada e o COI reuniram cientistas de seis projetos diferentes sobre o hormônio. "Era importante que eles se reunissem para que o esforço fosse coordenado", diz David Howman, diretor-geral da Wada. fonte: Folha On Line, 24 de dezembro de 2003. |
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Efedrina aumenta riscos cardíacos, psiquiátricos e intestinais
| A efedrina, muito
utilizada nos complementos alimentares para melhorar a
disposição física ou acelerar a perda de peso, não é
tão eficaz quanto se pensava e, ainda, aumenta os riscos
de problemas no coração, psiquiátricos,
gastrintestinais e no sistema nervoso, de acordo com
cientistas norte-americanos. "Encontramos elementos suficientes para concluir que a efedrina está associada a uma duplicação ou triplicação dos riscos de sintomas psiquiátricos, gastrintestinais e de palpitações cardíacas", escreveram os autores do estudo na publicação Journal of the American Medical Association (Jama). O estudo de mais de 16 mil reações indesejáveis causadas pela substância revelou que seu consumo provocou cinco mortes, cinco crises cardíacas, 11 acidentes vasculares cerebrais e quatro crises de epilepsia. Sobre os efeitos positivos desse complemento alimentar, os pesquisadores declararam não ter encontrado "suficientes elementos para concluir que a utilização a curto prazo de fortes doses de efedrina facilite a perda de peso". Em um editorial que acompanha o estudo, a direção da Jama pede a regulamentação desses complementos, que escapam até agora do controle das autoridades federais dos Estados Unidos. fonte: CNN, 16 de março de 2003. |
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Relatório da ONU recomenda redução do açúcar na dieta para melhorar a saúde
| A ingestão de açúcar
na dieta de uma pessoa não deveria ultrapassar 10 por
cento das calorias diárias, recomendaram duas agências
da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça-feira,
afirmando também que o consumo de mais frutas e
verduras, além de exercícios moderados, são
importantes para a redução do risco de doenças crônicas.
Um novo relatório, organizado pela Organização de Agricultura e Alimentos da ONU (FAO), e a Organização Mundial de Saúde (OMS), advertiu os governos de todo o mundo que a dieta e o estilo de vida podem combater o aumento das doenças crônicas como males cardíacos, câncer, diabetes e obesidade. "Os carboidratos deveriam ser responsáveis pela maior quantidade diária de energia, entre 55 e 75 por cento, e o açúcar entraria com 10 por cento", disse um comunicado divulgado pela FAO e pela OMS. "A proteína deveria compor entre 10 e 15 por cento da ingestão de calorias diárias, e o sal deveria se restringir a menos de cinco gramas por dia", prosseguiu o relatório. "A ingestão de frutas e verduras deveria aumentar até alcançar pelo menos 400 gramas por dia". "Os especialistas dispõem de evidências científicas mais confiáveis atualmente da relação entre a dieta, a nutrição e a atividade física com as doenças crônicas", disse Ricardo Uauy, professor de nutrição e saúde pública na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, que ajudou a preparar o relatório. O relatório recomenda: - Reduzir as porções de comida com alto conteúdo de gorduras saturadas e açúcar. - Diminuir a quantidade de sal e aumentar a quantidade de frutas frescas e verduras. - Realizar atividade física moderada de pelo menos um hora por dia. "As evidências sugerem que o consumo excessivo de comidas ricas em calorias pode contribuir para ganhar peso", afirmou o relatório, que aconselha o uso limitado de gorduras saturadas, açúcar e sal na dieta, substâncias que freqüentemente são encontradas nos salgadinhos, comidas pré-cozidas e refrigerantes. fonte: CNN, 16 de março de 2003. |
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