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Atividade física ajudaria a evitar resfriados
| Um dia mais ativo
aparentemente ajudaria a manter longe os resfriados. Não
é preciso ter uma rotina de atleta, mas pesquisadores
acabam de relatar que a prática de exercícios físicos
reduziria os riscos de contrair um resfriado. "Uma pessoa regularmente ativa tem menos chances de se resfriar", afirma Charles E. Matthews, da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Ele e seus colegas observaram dados de 12 meses de 547 pessoas saudáveis que participaram de um abrangente estudo sobre comportamento saudável. Os homens e as mulheres, cuja média de idade era de 48 anos, relataram regularmente suas atividades físicas e o número de resfriados que tiveram. Num extremo, as atividades eram suficientes para se adequar ao mínimo recomendado pelo Departamento da Saúde diretriz federal que pede 30 minutos de atividade física na maior parte dos dias da semana, seja aparando a grama, fazendo caminhadas rápidas ou qualquer outra exercício moderado. No outro extremo, os participantes não fizeram nada mais intenso do que limpar o pó, o que está abaixo do nível recomendado. Ao longo do ano, as pessoas mais ativas haviam tido em média um resfriado, 23 por cento mais baixo do que a média do grupo menos ativo, segundo o relatório publicado na revista Medicine and Science in Sports and Exercise. O benefício foi especialmente maior no outono, quando cerca de 40 por cento dos resfriados acontecem, segundo Charles E. Matthews. A redução do risco entre as pessoas mais ativas foi de 32 por cento, acrescentou. Estudos descobriram que o exercício parece ser eficiente em reduzir as chances de uma pessoa vir a ter um resfriado. Se a evidência continuar a crescer, autoridades federais de saúde devem se decidir pela promoção do benefício como uma outra razão para a prática de atividade física, disse David C. Nieman, da Appalachian State University, que não integra a equipe de Mattews. "Isso está soando tão cientifico que vai chamar a atenção federal. Sinto que as pessoas devem usar a evidência como uma razão para serem ativas", disse Nieman. Em um dos estudos de Nieman, mulheres que caminhavam regularmente e ainda assim contraíam resfriados tinham sintomas que duravam menos de cinco dias, enquanto as sedentárias apresentavam os sintomas por sete dias. Ser fisicamente ativo é bom para estimular as células do sistema imunológico que combatem as infecções dos resfriados, segundo Nieman. Entretanto, o pesquisador também descobriu que exercícios muito intensos parecem reduzir as defesas imunológicas. Em seu estudo, pessoas que correram uma maratona tiveram maior risco de contrair um resfriado por vários dias depois do evento. E o exercício aparentemente não pode curar o resfriado comum, disse Nieman. Outros pesquisadores já provocaram deliberadamente resfriados nas pessoas, então fizeram com que elas praticassem exercícios e descobriram que a atividade física nem melhorou nem piorou o ciclo do resfriado, concluiu. fonte: CNN, 08 de setembro de 2002. |
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Pesquisa questiona eficácia de cirurgia para artrite nos joelhos
| Uma cirurgia popular e
destinada a atenuar os sintomas da atrite nos joelhos é
ineficaz, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira
na New England Journal of Medicine, que sugere que bilhões
de dólares estão sendo desperdiçados nesse
procedimento. A pesquisa descobriu que voluntários que se submeteram a cirurgias placebo -- ou "de faz de conta" -- em seus joelhos sentiram o mesmo grau de alívio de dor que os pacientes que foram realmente operados. A cada ano, mais de 650 mil norte-americanos cujos joelhos são afetados pela artrite submetem-se a um de dois tipos de cirurgias, ao custo de cerca de cinco mil dólares. Uma delas envolve a injeção de até 10 litros de fluido na tentativa de retirar o material que possa estar irritando a articulação. A outra também inclui essa "lavagem", mas envolve o polimento de porções ásperas da articulação. Ambas podem ser feitas através de artroscopia a inserção de instrumentos através de três pequenas perfurações. Nenhuma das duas técnicas foi cuidadosamente testada e esse estudo se propunha a sanar essa deficiência. Uma equipe liderada pelo doutor Bruce Moseley, do Houston Veterans Affairs Medical Center, descobriu que 180 voluntários com artrite nos joelhos foram submetidos a uma das duas cirurgias ou a uma placebo na qual o cirurgião corta a pele, mas não chega a inserir os instrumentos. Nos dois anos seguintes, os pacientes da operação placebo relataram consistentemente menos dor, e a diferença entre os três grupos foi tão pequena que não chegou a ser significativa. "Em nenhum momento os grupos da intervenção por artroscopia tiveram uma melhora significativamente maior do que o da placebo", concluíram os pesquisadores. Nelda Wray, chefe de medicina geral do centro de Houston e co-autora do estudo, declarou que o trabalho era a "mais forte evidência possível" de que os procedimentos cirúrgicos em questão não funcionam. fonte: CNN, 26 de Julho de 2002. |
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Novo estudo mostra que aleitamento materno reduz riscos de câncer de mama
| Mulheres que amamentam
por mais tempo e têm mais filhos estão mais protegidas
do risco de ter câncer de mama, segundo um novo estudo
publicado na revista científica britânica The Lancet. Os pesquisadores descobriram que se as mulheres em países desenvolvidos alimentarem seus filhos por apenas seis meses a mais do que fazem agora, 25 mil casos de câncer de mama em todo o mundo seriam evitados a cada ano. "Ontem você pode ter ouvido que não sabemos quais são as principais causas do câncer de mama", disse Valerie Beral, principal autora do estudo e epidemiologista do Cancer Research, no Reino Unido. "Agora o que estamos dizendo é que nós sabemos quais são as principais causas do câncer de mama e não sabemos o que fazer a esse respeito ainda. É complicado", acrescentou. Pesquisadores compararam dados de 47 estudos em 30 países e descobriram que a incidência de câncer de mama entre mulheres em países em desenvolvimento é menor porque elas tendem a ter mais filhos e amamentam por mais tempo do que aquelas dos países ricos. O estudo envolveu 50.302 mulheres com câncer de mama e 96.973 sem a doença. De acordo com o estudo, o risco de uma mulher ter câncer de mama diminui em cerca de 43 por cento por cada 12 meses que ela amamentou. O risco caiu mais sete por cento por cada criança nascida. Beral disse que as mulheres nos países em desenvolvimento da Ásia e da África ainda têm muito mais crianças e amamentam por muito mais tempo do que as mulheres nos Estados Unidos ou na Europa. "Esta é a principal razão pela qual o câncer de mama é comum nos Estados Unidos e é incomum em países em desenvolvimento", disse Beral. "O número de crianças que as mulheres têm e por quanto tempo elas amamentam é diferente". Dados fornecidos no estudo mostraram que se as mulheres em países ricos, como Estados Unidos e Grã-Bretanha, têm uma média de 2,5 filhos e amamentam por aproximadamente três meses, seu risco de ter câncer de mama aos 70 anos é de 6,3 por cento. Isso acontece porque elas terão amamentado por aproximadamente oito meses ao longo da vida. Ao contrário, as mulheres nos países em desenvolvimento na Ásia ou na África, por exemplo que têm seis ou sete filhos e amamentam cada um deles por dois anos, terão amamentado cerca de 13 anos ao longo da vida. Segundo o estudo, seu risco de ter câncer de mama aos 70 anos é de apenas 2,7 por cento uma redução de mais de 50 por cento em comparação com as mães do mundo desenvolvido. Eugenia Calle, diretora de epidemiologia analítica da American Cancer Society, em Atlanta, nos Estados Unidos, disse que cientistas, mulheres e os meios de comunicação querem identificar o culpado pelas causas do câncer de mama. "As dramáticas mudanças que ocorreram no número de filhos nos últimos 50 a 75 anos realmente podem explicar a grande quantidade de incidência de câncer de mama nos países desenvolvidos", disse Calle. "Isso deve encorajar as mulheres a amamentar por um pouco mais de tempo. Você não vai aumentar enormemente os benefícios, mas um pouquinho já ajuda", ponderou. A American Academy of Pediatrics recomenda "aleitamento materno exclusivo por aproximadamente os primeiros seis meses de vida da criança e também que essa prática continue por ao menos 12 meses e depois por quanto tempo for mutuamente desejada". A Organização Mundial de Saúde vai ainda mais longe em suas recomendações, sugerindo que as mulheres continuem a amamentar "por até dois anos ou mais". Beral disse que o estudo não oferece qualquer recomendação, lembrando que "as implicações práticas são muito complexas". Beral e Calle concordam que seria irreal pensar que as mulheres nos países ocidentais voltariam ao estilo de vida de dois séculos atrás. "A mensagem é que este estudo nos dá uma razão mais definitiva de que o aleitamento materno é uma forma de reduzir o risco de câncer de mama", disse a doutora Anne McTiernan, do Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle, nos Estados Unidos. McTiernan, autora do livro "Breast Fitness", também enfatizou que há outras formas de as mulheres reduzirem seu risco de ter câncer de mama, incluindo exercícios por três ou mais horas por semana, que segundo ela reduzem o risco em 30 a 40 por cento. O estudo foi financiado pelo Cancer Research no Reino Unido e pela Organização Mundial de Saúde. fonte: CNN, 26 de Julho de 2002. |
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Prevenção de doenças cardíacas deveria começar aos 20 anos, dizem especialistas
| Se a vida começa aos
40 anos, a prevenção a doenças cardíacas deveria ter
início já aos 20 anos. É o que recomenda a American
Heart Association (AHA), nas novas diretrizes publicadas
pela agência norte-americana para a prevenção de doenças
cardíacas e derrames. Segundo Thomas Pearson, presidente da comissão que desenvolveu a cartilha, as novas diretrizes são uma tentativa de prevenção, já que a maioria das pessoas descobre que tem doenças do coração quando já é tarde. "Mesmo o primeiro episódio de enfarte ou derrame pode ser fatal ou deixar seqüelas irreversíveis", declarou Pearson em um comunicado à imprensa. A AHA chama suas novas diretrizes de "triagem de fator de risco", um pacote de exames que inclui tirar pressão sangüínea, medir massa corporal, circunferência da cintura e pulsação a pelo menos cada dois anos, além de fazer testes dos níveis de colesterol e glicose a cada cinco anos, a partir dos 20 anos de idade. As recomendações não param por aí. Os pesquisadores também sugerem o cruzamento de todos os fatores de risco do paciente para determinar suas porcentagens de desenvolver doenças do coração nos 10 anos seguintes ao exame. Essa consulta deveria ser feita a cada cinco anos, começando aos 40 anos ou a qualquer idade para quem apresenta dois ou mais fatores de risco. Para desenvolver sua cartilha, a AHA incorporou recomendações desenvolvidas nos últimos cinco anos, por grupos como a Associação Norte-Americana de Diabetes e a Força Tarefa Norte-Americana de Serviços Preventivos. Outras adições à última publicação da entidade, em 1997, são as recomendações de baixas doses de aspirina para as pessoas com altos riscos de doenças cardíacas e de medicamentos anticoagulantes para reduzir o risco de derrame nas pessoas com um ritmo cardíaco anormal, também conhecido como fibrilação do átrio. Pearson ressalta que é preciso que médicos e pacientes trabalhem juntos para fazer da prevenção um sucesso. "O público deveria ser encorajado a conversar com seus médicos sobre as doenças cardíacas, antes de sofrerem com elas", declarou em um comunicado. Especialistas estimulam os médicos a perguntar aos pacientes sobre seu estilo de vida --incluindo hábitos alimentares e se são fumantes, se praticam esportes e qual sua relação com bebidas alcoólicas. fonte: CNN, 26 de Julho de 2002. |
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Câncer e obesidade, um elo ainda ignorado por muitos
| Os problemas de
obesidade e câncer são uma grande preocupação para
muitos norte-americanos, mas a maioria parece não saber
que estar acima do peso aumenta seus riscos de vir a
sofrer da doença. Um estudo do American Institute for Cancer Research procurou ver o quanto os norte-americanos sabiam sobre a ligação entre a obesidade e o risco de ter câncer. O instituto e o World Cancer Research Fund apresentaram os dados em uma conferência científica sobre dieta e câncer, em Washington. Os resultados de uma pesquisa de junho com 1.205 adultos mostra que muitos norte-americanos sabem que suas chances de desenvolver doença coronariana e diabetes aumentam quando estão acima do peso, mas apenas 25 por cento daqueles pesquisados sabiam que o risco de ter câncer também cresce. "Ganhar menos de 250 gramas por ano ou cerca de 2,5 quilos por década pode contribuir para o risco de câncer", disse o Dr. George Bray, professor de medicina do Centro Médico da Universidade Estadual de Louisiana, que apresentou alguns dos dados na conferência. Sessenta e um por cento dos norte-americanos estão ou acima do peso ou são obesos, de acordo com as mais recentes estatísticas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças. E mais de meio milhão de pessoas vão morrer de câncer nos Estados Unidos este ano, diz a American Cancer Society. A Organização Mundial de Saúde estima que entre um quarto e um terço dos casos de câncer em todo o mundo estejam relacionados ao excesso de peso e à falta de atividade física. Os riscos de câncer de mama após a menopausa, câncer de cólon, próstata, esôfago, endométrio e rins aumentam entre não fumantes acima do peso e entre adultos obesos, segundo o relatório. A quantidade de ganho de peso que pode levar ao maior risco de câncer cresce com o tempo, descobriram os pesquisadores. Ganhar peso ao longo de um grande período de tempo, isso causa problemas de saúde", disse Bray. Em alto risco estavam pessoas que ganharam cerca de 11 quilos ou mais por volta dos 20 anos de idade, segundo Bray. As pessoas devem limitar o ganho de peso durante a vida adulta a não mais do que uns 5,5 quilos, de acordo com ele. O excesso de gordura corporal parece ser o grande culpado. Bray chama as células de gordura de "bombas hormonais", que produzem altos níveis de insulina e excesso de estrogênio, fatores que contribuem para acelerar a divisão e a reprodução celular. Pesquisa recente sugere que quanto mais células se duplicam, maiores as chances de algo dar errado na célula e originar uma célula maligna. Então, esses hormônios adicionais levam a uma rápida reprodução das células de câncer. Além disso, as células de gordura podem manter carcinógenos agentes que causam o câncer escondidos no corpo, o que pode levar ao desenvolvimento da doença. O relatório do American Institute for Cancer Research recomenda que as pessoas devem "esforçar-se para ser fisicamente ativas", incluindo em sua rotina exercícios moderados, como rápidas por 30 minutos ao dia e atividades vigorosas, como jogging por uma hora por semana. A American Cancer Society define exercícios "moderados" como caminhar um quilômetro e meio em 15 minutos, disse Colleen Doyle, diretora da sociedade para nutrição e atividade física. A pesquisa indica que "a ciência crescentemente mostra que exercícios vigorosos, em oposição a exercícios moderados, são mais benéficos para os cânceres de mama e cólon", disse Doyle. fonte: CNN, 26 de Julho de 2002. |
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