Tóquio 1964
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O predomínio da tecnologia constituiu a característica
mais marcante dos Jogos de 1964 e, por esta razão,
acabou sendo denominado perfeito. Conceder à
Ásia a XVIII edição dos jogos era uma forma de
suavizar as feridas da guerra. E foi um reconhecimento público
o fato de que um jovem sobrevivente de Hiroshima,
Yashinori Sakai, cobrisse a última parte do caminho
percorrido pela tocha Olímpica. O Japão parecia consciente de ter de superar uma prova diante de todo mundo, e construiu um estádio para 72.000 pessoas, uma piscina e um ginásio, além de orquestrar uma autêntica renovação urbanística. |
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| Tóquio reuniu entre os dias 10 e 24 de outubro um
total de 5.140 esportistas, procedentes de 93 países. O
frio intenso e uma pista coberta de cinzas estão até
hoje relacionadas à corrida de Bob Hayes que, apesar de
tudo, continuou sendo o mais potente corredor do
atletismo. Seu desempenho em Tóquio foi espetacular, além
de terminar ileso nas suas últimas 48 finais. Billy
Mills foi a outra grande surpresa norte-americana,
especialmente porque era um desconhecido antes de superar
uma prova repleta de promessas. E os EUA se destacaram também no lançamento de disco, graças à precisão e potência de Al Oerter. O etíope Abebe Bikila repetiu em Tóquio a sua proeza de Roma, e se destacaram ainda o soviético Valeri Brumel e o norte-americano John Thomas, em salto em altura. |
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