Roma 1960
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A mistura de modernidade e
antiguidade diferenciou os Jogos de Roma do restante. Os
grandes monumentos da época clássica, a Basílica de
Magencio, as Termas de Caracalla e o Capitólio,
conviveram com novas e luxuosas instalações esportivas,
como o Foro Itálico, o Palácio de Esportes e o Velódromo.
A determinação que tomou o COI a partir de Roma foi expulsar a África do Sul do esporte mundial, em conseqüência de sua política segregacionista. Neste jogos ocorreu a estréia do videotape, permitindo assim a cobertura mundial pela TV. |
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| O encontro olímpico
aconteceu do dia 25 de agosto ao dia 11 de setembro, foi
o último que contou com este país africano, até seu
reingresso nos Jogos de Barcelona 1992. A África
conseguiu triunfar com dois de seus representantes, o etíope
Abebe Bikila e o marroquino Rhadi Bem Abdesselam. Bikila
seria relembrado como o primeiro que ganhou em duas ocasiões
a maratona olímpica, além de ser o primeiro corredor da
África Negra a ganhar ouro no atletismo. Aos 28 anos, Abebe Bikila venceu a maratona correndo descalço. Consagrou-se num belo e histórico percurso, com largada no Capitólio, passando pela via Apia, na única maratona olímpica que não terminou em um estádio, pois seu final foi no Arco de Constantina. O que poucos sabem é que ele e seu técnico haviam feito o percurso antes e notaram que o ponto da arrancada final deveria ser no Obelisco de Axun, que ficava aproximadamente, 1,5 km antes do final da prova. Este marco para o sprint final tinha um especial significado para ele, pois o obelisco era etíope e havia sido trazido para Roma depois de ser roubado pela tropas italianas invasoras. Bikila estabeleceu nova marca mundial com o tempo de 2h151602. Ele, que era guarda imperial etíope, foi promovido a sargento e ganhou um carro novo. Foi nesse carro que em 1969, sofreu um grave acidente que o deixou paraplégico. A supremacia da URSS, o ressurgir da Alemanha, o retrocesso dos EUA e o êxito da Itália foram outros dados ressaltados. O quinto continente, logrou destaque com os neo zelandeses Peter Snell e Murray Halberg, e com o australiano Herbert Elliot. Na categoria feminina, somente a norte-americana Wilma Rudolph conseguiu três ouros, dentro da clara supremacia soviética. Seu desempenho lhe valeu o apelido de gazela negra, dado pela imprensa especializada. O boxe revelou o nome de Nino Benvenuti (Itália) e especialmente o de Cassius Marcellus Clay (EUA), que ganhou a medalha de ouro nos pesos médios com apenas 18 anos. Clay ficou tão orgulhoso com sua medalha de ouro, que ficou com ela no pescoço ininterruptamente por 2 dias. Mesmo jovem já era um show-man, falando sem parar. Cassius Clay foi o grande campeão mundial do boxe na categoria peso-pesado e responsável por acender a pira olímpica nos Jogos de Atlanta de 1996, numa cena que comoveu o mundo. A tristeza dos jogos ficou para o ciclismo, com o falecimento do dinamarquês Knud Jenses, 23 anos, devido a um colapso decorrente de uma overdose de estimulantes. As provas de vela foram realizadas na Baía de Nápoles e destacaram o dinamarquês Paul Elvstrom na categoria Finn, pela quarta vez consecutiva, e o príncipe Constantino, herdeiro da coroa da Grécia, ganhou ouro na classe Dragão. A vitória mais discutível foi a do australiano John Devit, nos 100 metros nado livre, pois a grande maioria achava que o vendedor havia sido o americano Lance Larson. O slow motion mostrava a vitória do americano, mas 2 dos 3 árbitros de chegada consideraram o australiano como vencedor. Prevaleceu a vitória do australiano, mas estes jogos foram os últimos sem cronometragem eletrônica na natação. O Brasil participou nos seguintes esportes: atletismo (o bicampeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva foi o 11° no salto triplo), remo, tiro, hipismo, pólo aquático, boxe, pentatlo moderno, futebol (fomos eliminados pela Itália por 3 a 1, depois de termos derrotado a Inglaterra e Taiwan), levantamento de peso, iatismo (na classe Finn, Reinaldo Conrad obteve o 5° lugar na classificação geral, vencendo uma das regatas), natação (Manoel dos Santos obteve a medalha de bronze nos 100 livres, tendo vencido a eliminatória e a semifinal. Fernando Nabuco de Abreu competiu nos 100 metros livres e, anos depois, veio a ocupar a presidência da Confederação de Ciclismo), basquete e ciclismo. |
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