Paris 1924

 

      Com a presença cada vez maior de atletas e de países, os Jogos parecem finalmente ter encontrado seu caminho em seu retorno a Paris. Apesar do mau comportamento de boa parte da torcida francesa, que vaiava os hinos de outros países, as Olimpíadas ganharam a simpatia popular.

O público chegou a 64 mil pessoas por dia. Participaram 2.956 homens e 136 mulheres de 44 países, com domínio mais uma vez dos Estados Unidos, que chegaram a 99 medalhas (45 de ouro), muito à frente da França (38 medalhas e 13 de ouro). Os britânicos ameaçaram se retirar dos Jogos, devido ao "profissionalismo" dos americanos.

 
           
    O Brasil enviou apenas 11 atletas e seu melhor resultado foi um quarto lugar. Ao constatar o sucesso de sua criação, o barão de Coubertin respirou aliviado: "Fiz meu trabalho", resumiu, aposentando-se do COI.

William de Hart Hubbard, estudante norte-americano de 20 anos, venceu o salto em distância e se tornou o primeiro negro a ganhar uma medalha de ouro individual nas Olimpíadas. Harold Abrahams, velocista que não abria mão dos charutos e da cerveja, surpreendeu ao vencer os 100m rasos e sua história foi contada no filme "Carruagens de Fogo".

O Brasil competiu apenas em atletismo, remo e tiro ao alvo. Sem apoio oficial, os atletas viajaram graças a uma campanha para levantar recursos patrocinada pela imprensa paulista. O melhor resultado foi um quarto lugar no remo.

   
         
         

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