Munique 1972

 

      Na história dos Jogos haverá sempre um antes e um depois, a partir daquele 5 de setembro, no qual um comando de terroristas palestinos invadiu os apartamentos de Israel. O grupo terrorista capturou nove israelenses, após assassinar outros dois. Às 10 da noite parecia que havia um acordo entre as autoridades alemãs e os raptores.

Três helicópteros decolaram da Vila em direção ao aeroporto militar. Neles iam os palestinos, os reféns e vários oficiais alemães. Israel deveria libertar 250 prisioneiros, em troca eles e os esportistas voariam até um país árabe onde seriam colocados em liberdade.

 
           
    Quando os helicópteros pousaram deu-se início à tragédia. Os atiradores começaram a disparar. Mas os palestinos fizeram uso dos explosivos. O resultado: todos os reféns mortos e cinco dos terroristas também.

O COI deu liberdade para tomar a decisão que acreditasse ser a mais adequada. Somente a equipe de Israel partiu. Todos os demais países continuaram. E o tema da segurança passou a ser prioridade para os organizadores.

O atletismo teve várias notas a serem destacadas. O duplo êxito do finlandês Lasse Viren, que ganhou os 5.000 e os 10.000 metros; o soviético Valeri Borzov, com as medalhas de ouro em 100 e 200 metros, rompendo com a habitual supremacia norte-americana nas provas de sprint. A URSS foi quem dominou o atletismo masculino, mas a África demonstrou uma galopante melhora. Kipchoge Keino, do Quênia, ganhou os 3.000 metros com obstáculos, e John Akii-Bua, de Uganda se impôs nos 400 com obstáculos, baixando o recorde dos 48 segundos. E a Alemanha Federal também teve suas rainhas: Heide Rosendhal no salto em distância e Ulrike Meyfarth, de 16 anos, em altura. Na natação a revelação foi o norte-americano Mark Spitz, que somou sete medalhas de ouro: 100 e 200 livres, 100 e 200 borboleta e revezamentos 4x100, 4x200 e 4x100 peito.

Na ginástica destacou-se a soviética Olga Korbut, de 17 anos, que alcançou duas medalhas de ouro.

   
         
         

Montreal 1976 »