Montreal 1976

 

      Esta edição iniciou uma nova época marcada por uma renovação de conceitos. A fatalidade ocorrida em Munique reforçou ao máximo a segurança. Dois fatos alheios ao esporte marcaram os Jogos de Montreal: a corrida contra o relógio para poder acabar a tempo as instalações esportivas, e o boicote de duas dezenas de países africanos.

O boicote da África era motivado por questões políticas. Momentos antes da inauguração, 20 delegações africanas decidiram retirar-se.

 
           
    O motivo foi o protesto pela presença da Nova Zelândia na África do Sul, para participar de uma competição esportiva. O Conselho Superior de Esportes da África solicitou a exclusão da Nova Zelândia de Montreal. Diante da negação do COI, toda a África, com exceção da Costa do Marfim e Senegal, abandonou a competição.

O brilhantismo foi indiscutível no plano esportivo. Assim no atletismo foram batidos 10 recordes mundiais: o cubano Alberto Juantorena, o finlandês Lasse Viren e o soviético Viktor Saniev são nomes para recordar. Na ginástica, o domínio dos países do Leste foi absoluto, com o soviético Nikolai Andrianov como campeão mundial. A retirada das nações africanas foi notada principalmente no boxe, que tendo 370 inscritos, somente 90 competiram, e o cubano Teófilo Stevenson era o destaque. Stevenson é um caso único na história do boxe nos Jogos, alcançou uma importante posição esportiva e nunca quis se profissionalizar.

Na categoria feminina, a romena Nadia Comaneci impôs sua supremacia na ginástica, ao conseguir pela primeira vez na história olímpica, a máxima nota. Comaneci voltaria a conquistar pontuação máxima em seis ocasiões ao longo dos Jogos, estreando aos 13 anos.

   
         
         

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