México 1968
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Os assassinatos de Martin
Luther King e de Robert Kennedy, a repressão soviética
da Primavera de Praga, a Guerra do Vietnã e o Maio Francês
fazem parte do contexto histórico dos Jogos de 1968. A
capital asteca inclusive viveu um protesto de 300.000
estudantes, sufocado pela polícia e denominado a
matança de Tlateloco na Praça das Três Culturas.
Apesar de tudo, entre 12 e 27 de outubro o México organizou o que se denominou Jogos da Alegria, com uma intervenção popular fervorosa. |
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| Além disso, o esforço que
o evento requeria em infra-estrutura e comunicações,
converteu a capital asteca numa urbe moderna. A eleição
do México como sede olímpica implicava algo relevante:
os 2.277 metros sobre o nível do mar distorceram
notavelmente os recordes do atletismo. Por isso os
atletas de raça negra foram favorecidos e aproveitaram
para transformar seus êxitos em tribunas de difusão do
Black power, presente nos EUA desde o
assassinato de Martins L. King. Ficaram na memória coletiva os punhos com luvas e as boinas de John Carlos, Tommie Smith ou do mítico Lee Evans, desde o pódio. Neste despertar da consciência negra se incluíram os esportistas de alguns países africanos, como Etiópia, Tanzânia e o Quênia, ainda que com menor articulação política. Sua subida ao pódio teve também uma freqüência pouco comum. Outros nomes próprios que se consolidaram foram os norte-americanos Jim Hines, Charlie Greene, Larry James e Ron Freeman, além da polonesa Irena Szawinska. Todos eles em provas de atletismo. Mas foi curiosamente na modalidade dos saltos, onde se produziu uma maior fusão entre espetáculo e esporte: o norte-americano Dick Fosbury e o soviético Viktor Saneiev inscreveram seus nomes nos anuários olímpicos. E a grande proeza foi a do norte-americano Bob Beamon, que surpreendeu com os 8,9 metros na prova de salto em distância, uma marca até então inexistente no medidor oficial. Com a supremacia da televisão ao vivo, a união entre esporte, política e espetáculo foi definitiva. |
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