Amsterdam 1928
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Os Jogos de Amsterdam, na
Holanda, tiveram a primeira emancipação feminina da
história. Afinal, enquanto o número de atletas
masculinos diminuiu em relação a Paris, com 2.274
inscritos, as mulheres quase dobraram sua presença,
atingindo o recorde de 290 participantes. O mais
importante foi o espaço ganho nas pistas de atletismo.
Até então, elas competiam apenas no tênis, golfe, natação
e saltos ornamentais. Com falta de verba, o Brasil não enviou representantes para a Holanda. Os norte-americanos faturaram 56 medalhas (22 de ouro), superando Alemanha e os donos da casa. |
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| A luta para manter as
mulheres afastadas das Olimpíadas era liderada pelo próprio
barão de Coubertin, que classificou a participação
feminina como "pouco prática, desinteressante,
antiestética e incorreta". Com sua aposentadoria,
forças mais liberais do COI acabaram prevalecendo. As mulheres podiam disputar apenas cinco provas, enquanto os homens participavam de 22. A primeira prova de atletismo feminino foi o lançamento de disco. A medalha de ouro foi para a polonesa Halin Konopacka. Nos 100m rasos, a vencedora foi a norte-americana Elizabeth Robinson. Aluna do curso secundário nos EUA, ela foi descoberta por um professor que a observava todos os dias enquanto ela corria par alcançar o ônibus escolar. O principal destaque destes Jogos de 28 foi o nadador Johnny Weissmuller, norte-americano que havia conquistado três medalhas de ouro em Paris e ganhou mais duas em Amsterdam. Filho de um pobre mineiro de carvão que morreu quando ele tinha 14 anos, Weissmuller foi o maior nadador da época e aproveitou para ganhar muito dinheiro como ator de cinema no papel de Tarzã. "Eu estava treinando para as Olimpíadas de 1932 quando recebi uma oferta de US$ 500 por semana para divulgar maiôs. Eu deveria dizer: Vocês podem nadar com maior velocidade com os nossos maiôs, porque as listas são verticais". O cinema veio depois. Certo dia em Los Angeles pediram que eu fizesse um teste para o papel de Tarzã no cinema. Corri de tanga, subi numa árvore, peguei uma moça nos braços e a carreguei comigo. "Éramos 150 Tarzãs fazendo o teste. Voltei a vender maiôs e, então, recebi um telegrama dizendo: Venha, você é o Tarzã. Quando cheguei a Hollywood, o produtor disse que meu nome era longo demais para caber no letreiro. O diretor então comentou: Você não sabe quem ele é? O maior nadador do mundo. E o produtor respondeu: OK, ficamos com o nome. Vamos incluir algumas cenas de natação no filme". Weissmuller foi o primeiro de quatro campeões olímpicos a viver o papel de Tarzã no cinema. Fez 11 filmes em 16 anos. Passou de rico a pobre diversas vezes no decorrer de sua vida. Quando morreu em Acapulco, México, há 16 anos, estava arruinado. |
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